
Ao encerrar a audiência pública promovida na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para a auditoria e o sorteio das urnas eletrônicas das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), desembargador Ângelo Passareli, fez uma reflexão sobre a importância do engajamento popular no pleito. Para o magistrado, independentemente de o eleitor votar no DF ou no exterior, a participação de cada cidadão é fundamental para fortalecer o processo democrático do país.
"Como vivemos um fortalecimento da democracia, essa é a esperança de todos: todos os votos são importantes. O Brasil precisa consolidar a democracia. Nós temos o melhor sistema do mundo, não queiram entrar em sistemas autocráticos, temos que permanecer no sistema democrático", declarou o presidente da Corte regional.
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Durante sua fala, o desembargador direcionou um pedido especial às pessoas que não têm a obrigatoriedade legal de votar, como os jovens entre 16 e 18 anos e os idosos com mais de 70 anos: "Essas pessoas, nós solicitamos, pedimos, rogamos que compareçam para votar, não deixem de votar", apelou Passareli, alertando para os riscos de regimes de exceção.
"Democracia significa poder do povo. As autocracias possíveis, como a teocracia, a ditadura e até mesmo a aristocracia — em que somente a camada superior da sociedade tem poder decisório —, nós não queremos. Queremos a participação de todos os integrantes de nossa sociedade, que é bem diversificada."
Passareli contextualizou ainda a magnitude do eleitorado no exterior — cuja preparação das urnas fica sob a responsabilidade do TRE-DF —, lembrando que, apesar de o número ultrapassar 918 mil eleitores cadastrados fora do país, o histórico revela um alto índice de abstenção nesse grupo, o que reforça a necessidade de conscientização sobre o valor do voto.
Confiança no processo
O presidente do TRE-DF aproveitou o momento para destacar a segurança das urnas e a tranquilidade com que os partidos políticos têm acompanhado as etapas preparatórias do pleito, mencionando a fase prévia de lacração dos equipamentos:
"Os partidos políticos já têm muita confiança no nosso trabalho e nas urnas eletrônicas. Enquanto tenho somente cinco meses na presidência do TRE, temos colaboradores que exercem a mesma função há mais de 20 anos. Eles estão afinados e aptos a desempenhar esse trabalho a contento em 2026."
A declaração foi dada logo após a conclusão dos trabalhos da comissão que definiu, mediante indicação e sorteio público, as 23 urnas eletrônicas do DF que passarão pelos procedimentos oficiais de fiscalização durante o dia da eleição:
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20 urnas para o teste de integridade: passam por uma votação simulada com cédulas físicas em ambiente controlado, integralmente filmado e transmitido ao vivo no YouTube pelo TRE-DF e pela TV Câmara Distrital, para conferir se o resultado apurado pela máquina coincide com o papel. As urnas originais são retiradas das seções e substituídas por máquinas reservas, garantindo que a votação dos eleitores reais siga sem interrupções.
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3 urnas para o teste de autenticidade: têm seus softwares e assinaturas digitais auditados diretamente nos locais de votação por especialistas de TI para comprovar a originalidade dos programas lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cidades DF
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