
O funcionamento do transporte público no Distrito Federal neste domingo (4/10), dia de eleições, foi avaliado de formas diferentes pelos passageiros. Enquanto alguns eleitores afirmaram que conseguiram se deslocar sem dificuldades para os locais de votação, outros relataram longos períodos de espera, ônibus lotados e redução na oferta de veículos ao longo do dia.
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Na região central de Brasília, passageiros que retornavam para casa após votar reclamaram da demora nas paradas e da necessidade de utilizar mais de uma condução para completar o trajeto. Moradora da Fercal, Daiane Rodrigues dos Santos, 42 anos, contou que enfrentou dificuldades tanto na ida quanto na volta.
“Tenho que pegar o ônibus da Fercal para o Contagem e, do Contagem, pegar o ônibus do Sobradinho II que passa aqui no Plano. Quando a gente chega lá, já pega o ônibus superlotado, tem que vir em pé ou aguardar mais uma hora para pegar o segundo ônibus”, relatou.
Segundo ela, a situação se repetiu durante o retorno para casa. “Agora para voltar é a mesma coisa. O ônibus já está superlotado, tem que esperar a segunda condução para voltar”, afirmou. Daiane aguardava há cerca de meia hora na parada quando foi entrevistada.
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A moradora também criticou a quantidade de veículos em circulação no domingo (4/10). “Inclusive hoje, que é domingo e tem ônibus de graça para a população, é pouco ônibus. Eles diminuem a frota, então vem mais lotado ainda. Às vezes tem que esperar a segunda ou a terceira condução para chegar no nosso destino”, disse.
Francisco Chagas dos Santos, 57 anos, usuário da linha 616.8, também demonstrou insatisfação com o serviço. Segundo ele, a espera já durava cerca de 30 minutos. “Só muda para pior, nunca melhora”, resumiu.
Já Domingas Ribeiro, moradora do Jardim Ingá (GO), que votou em São Sebastião, avaliou de forma diferente os trajetos realizados dentro do Distrito Federal e no Entorno. Ela afirmou que o deslocamento em território brasiliense ocorreu sem problemas, mas encontrou dificuldades para retornar para casa. “O do DF foi bem rápido, rapidinho. Mas o de Goiás está complicado para a gente voltar para casa”, relatou. No momento da entrevista, Dominguas também aguardava havia cerca de meia hora pelo ônibus.
Enquanto uns voltam para casa, outros estão apenas começando a jornada de trabalho na tarde de domingo. É o caso de Amanda Rosa, que também votou em São Sebastião pela manhã e espera o ônibus que a levará ao trabalho. No trajeto para o local de votação, ela conta que não enfrentou grandes dificuldades. “Foi bem tranquilo, o ônibus chegou rápido e em vinte minutos eu já estava lá”, afirma. A líder de equipe considera, inclusive, que o transporte neste domingo está operando com mais facilidade do que em outros domingos ou feriados.
Diferente de Amanda, Aline Gonçalves teve que trabalhar de manhã e conseguiu comparecer ao local de votação apenas no começo da tarde. Segundo ela, o trajeto do trabalho ao local de votação foi sem grandes dificuldades. “ Não tive nenhum problema, nem com ônibus, nem com horário, nem com lotação”, diz.
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Na volta para casa, Wellingda Fábia Lima de Araújo, também avaliou positivamente o transporte público durante este primeiro turno. “Todos os ônibus estão rodando bem, foi super rápido de me deslocar”. Apesar de morar em Sobradinho, ela vota em Samambaia e relata que o trajeto até o local de votação foi tranquilo e rápido. “Na vinda eu peguei o mêtro e depois um ônibus para chegar lá. Os dois não demoraram quase nada”, relembra.
Quem enfrentou uma verdadeira maratona de deslocamentos foi Alessandra Rodrigues, 55 anos, moradora da Estrutural e eleitora do Recanto das Emas. Ela contou que precisou utilizar diferentes linhas ao longo do dia e enfrentou demora em parte do percurso. “Estou voltando para casa agora. Para ir para o Recanto demorou muito. Peguei lá na Ceilândia o 808 e esperei muito, muito, muito”, afirmou. Segundo Alessandra, a espera em alguns pontos chegou a aproximadamente uma hora.
O Correio Braziliense entrou em contato com a Secretaria de Mobilidade e Transporte Público (Semob), para obter um posicionamento sobre o funcionamento dos ônibus, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
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