
O candidato a governador Leandro Grass (PT) registrará uma ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por manipulação de um vídeo deep fake com informações falsas sobre sua campanha e carreira política, que circulava em grupos de WhatsApp. O material atribuía declarações a ele que nunca foram feitas. Durante panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto nesta quinta-feira (15/10), ele citou a possibilidade de o conteúdo ter sido compartilhado por coordenadores de comunicação da candidata Celina Leão (PP).
A denúncia foi levada, na noite desta quarta-feira (14/10), ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O órgão, por meio de liminar proferida pelo juiz Carlos Alberto Martins Filho, determinou que o compartilhamento do vídeo seja interrompido de imediato, incluindo novos encaminhamentos. A multa fixada é de R$ 5 mil para cada descumprimento da decisão judicial.
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No vídeo, a voz do candidato do PT foi simulada fazendo afirmações de que implementará o "kit gay" nas escolas. "Já fui condenado a oito anos de inelegibilidade por espalhar fake news. Sou contra as escolas cívico-militares, odeio esse papo de disciplina e ordem. No meu plano de governo, eu vou trazer os kits gays de volta para as escolas", destaca o material com a voz falsa de Leandro Grass.
Além das falsas propostas, o vídeo atribui ao candidato afirmações de que ele defenderia o ex-governador Agnelo Queiroz e que seria contra a construção do Museu da Bíblia em Brasília.
A decisão de derrubar o conteúdo baseia-se na Resolução TSE nº 23.610/2019, artigo 9º-C, § 1º, que proíbe a produção e o compartilhamento de conteúdo sintético, seja em áudio ou imagem, com a intenção de prejudicar ou favorecer a candidatura de um político mediante o uso de deepfake.
Procurada para comentar o assunto, a equipe de Celina Leão (PP) pontuou "não comentamos".
Cidades DF
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