
Durante sabatina na rádio TMC, nesta terça-feira (20/10), a governadora e candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal (GDF), Celina Leão (PP), criticou a paralisação dos professores da rede pública, apresentou medidas para o atendimento a pessoas neurodivergentes e saúde, e comentou a situação do Banco de Brasília (BRB).
Celina afirmou ter certeza de que a paralisação dos professores tem motivação eleitoral e negou que o governo tenha deixado de dialogar com a categoria. “A paralisação está sendo mantida porque eles querem fazer um movimento político-eleitoral antes de quatro dias (das eleições). Não dá para se falar que nós não fizemos o que eu poderia fazer nesse período eleitoral. São problemas que realmente acontecem, que vêm desde o governo do PT”, declarou.
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Questionada sobre a escolha do Parque da Cidade para a instalação da Casa da Mãe Atípica, diante das dificuldades de deslocamento enfrentadas por famílias que vivem em regiões periféricas, Celina explicou que o local foi escolhido por se tratar do primeiro equipamento público do tipo. “Quando você decide fazer o primeiro equipamento público, você não pode prestigiar a cidade A, B ou C. Você precisa fazer um equipamento que de qualquer lugar a pessoa tenha a mesma distância”, afirmou. Segundo a governadora, o plano de governo prevê a ampliação do serviço para outras regiões administrativas.
Celina citou medidas para ampliar o atendimento a pessoas neurodivergentes e apoiar mães de pessoas com doenças raras. “Nós fizemos um convênio com a Apae para atender uma fila de 17 mil pessoas, enquanto eu consigo fazer os meus equipamentos”, disse. A candidata mencionou ainda um decreto voltado às mães de pessoas com doenças raras e a possibilidade de concessão de passe-livre a essas mulheres.
Na área da saúde, Celina afirmou que o governo trabalha na ampliação da rede hospitalar do Distrito Federal e prevê entregar cinco novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ainda neste ano. “Conseguimos tirar o processo do Hospital de São Sebastião do Tribunal de Contas, o Hospital do Recanto das Emas está na quarta laje e começamos o Hospital do Guará, que será o Hospital Ortopédico, além das sete UPAs, das quais cinco vou entregar ainda este ano. Elas vão possibilitar o atendimento de mais ou menos 700 mil pessoas”, declarou.
A candidata afirmou que o governo tem um cronograma de contratações de profissionais de saúde para reforçar as equipes e reestruturar o atendimento na rede pública. “Há um calendário pronto para esse profissional que está pronto e apto para ser habilitado para os nossos 13 hospitais, e um maior para trazer o profissional médico”, disse. Ao comentar os resultados da gestão, Celina afirmou que capital federal registrou crescimento de 31% nas cirurgias eletivas, avanço que atribuiu à logística adotada pelo governo.
Caso BRB
Sobre a situação do BRB, Celina afirmou que a divulgação do balanço financeiro depende do andamento das negociações para a obtenção de um empréstimo e da apresentação de informações que permitam à instituição superar a crise. “O balanço real está em um documento que foi para o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Ele só não pode ser nominado como balanço real”, declarou.
Celina disse esperar que as investigações esclareçam as responsabilidades no caso e que a interferência política deixe de prejudicar o banco após as eleições. Ela também defendeu a instituição e ressaltou sua trajetória. “O BRB tem 60 anos, o BRB não é o Master. Ele não merece [ser tratado dessa forma]”, afirmou.
Cidades DF
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