Eleições 2026

Celina critica governo federal por omissão com BRB e mudanças no Fundo Constitucional

Em entrevista a uma rádio, governadora aponta descompromisso com o DF, alerta para perda potencial de R$ 1,8 bilhão e destaca ações no STF para blindar orçamento distrital

Celina Leão (PP) ressalta importância do Fundo Constitucional do DF em sabatina -  (crédito:  Vinícius Saiki)
Celina Leão (PP) ressalta importância do Fundo Constitucional do DF em sabatina - (crédito: Vinícius Saiki)

Durante sabatina em rádio da capital nesta segunda-feira (19/10), a governadora Celina Leão (PP) direcionou duras críticas ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores (PT), acusando a gestão federal de omissão na recuperação do Banco de Brasília (BRB) e de articular cortes nos recursos destinados ao Distrito Federal.

A gestora alegou inconsistência no discurso governista ao apontar que lideranças nacionais se recusaram a dar aval ou auxílio financeiro à instituição pública.

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Sobre o impasse do BRB, a candidata à reeleição afirmou que o Governo do Distrito Federal elaborou planos estratégicos alternativos sob sigilo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para garantir a saúde financeira do banco, independentemente de apoio do Palácio do Planalto.

“Olha, eu não entendi por que o Lula, que se diz defensor de banco público, nunca ajudou o BRB num aval. Ele quis ficar longe do BRB, claro. Ele tinha destacado para resolver a compra do BRB Master ninguém mais, ninguém menos do que o Edinho, presidente do PT nacional”, disse Celina Leão ao questionar a postura do governo federal em relação à instituição financeira.

A governadora destacou ainda as investidas contra o Fundo Constitucional do Distrito Federal. Segundo Celina, o governo federal e bancadas aliadas tentaram alterar por duas vezes a forma de cálculo do fundo na Câmara dos Deputados — ações que alega ter barrado articulando com lideranças partidárias —, mas obtiveram aprovação de mudanças por meio de um projeto de lei.

Ela afirmou que, segundo o Instituto de Finanças do Senado, o impacto fiscal das alterações no Fundo Constitucional representa uma perda potencial de R$ 1,8 bilhão para os cofres do DF. Celina destacou que essa redução orçamentária compromete investimentos vitais em áreas essenciais e informou que a administração distrital ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a constitucionalidade da votação.

“O candidato mente quando ele fala que não tem nenhum impacto, porque tem impacto sim. Porque ele fala: se o Estado não conseguir chegar nos índices previstos, pode ter redução. Ué, quem tem dúvida que esse Estado, que já tá quebrado, o Brasil, vai chegar com um déficit muito maior ano que vem?”, afirmou a governadora ao alertar para as consequências fiscais na saúde, educação e segurança pública do DF.

No campo da segurança pública e infraestrutura, Celina ressaltou avanços do programa DF Legal, o monitoramento por 16 mil câmeras na capital e a recomposição do efetivo de segurança com novas contratações e concursos públicos.

A governadora também responsabilizou administrações anteriores pelo custo do contrato de licitação do transporte público, estimado em R$ 2 bilhões anuais, e sustentou que os opositores não apresentam soluções concretas para a mobilidade do DF.

“E o que nós fizemos nesta área de tecnologia? Nós assinamos o Tech Hub, que eles esperavam há 25 anos. Todo mundo achava que era impossível. Eu consegui tirar a licença ambiental, destinei a área. Era um investimento de R$ 1 bilhão do privado na economia, gerando 10 mil oportunidades de novos empregos aqui”, declarou Celina ao enfatizar os projetos de inovação tecnológica e desenvolvimento econômico consolidados em seu mandato.

A governadora reafirmou a importância do diálogo e da união política em defesa do orçamento distrital, garantindo que manterá a atuação técnica para assegurar a prestação de serviços à população de Brasília.

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postado em 19/10/2026 14:19 / atualizado em 19/10/2026 15:20
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