
O candidato ao GDF, Leandro Grass (PT), participou de uma sabatina, na manhã desta quarta-feira (21/10), no SBT Brasília. Durante a entrevista, ele destacou suas propostas para a saúde pública, transporte urbano e como irá lidar com o resultado das eleições presidenciais. Grass também pontuou suas estratégias para conseguir virar votos e conseguir superar sua adversária nas urnas.
Leandro Grass ganhou de Celina Leão (PP) em apenas duas zonas eleitorais. Ele destacou que seu principal objetivo é mostrar a diferença entre as próprias propostas e as da adversária. “A população escolheu ter mais um turno. Eles escolheram não ter mais a Celina. Vou continuar indo às ruas mostrando minhas propostas e meus projetos”, afirmou.
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Durante a entrevista, Grass criticou táticas de campanha de sua rival e disse que tomará medidas judiciais. “A campanha dela foi a mais baixa da história do DF. Um coordenador de campanha dela usou a minha voz feita em inteligência artificial para atribuir falas que eu nunca falei. Ela também alega que não vai aos debates porque eu grito demais com ela e isso é mentira”, disse.
Saúde
Uma das propostas no plano de governo de Leandro Grass é a criação de uma Fundação de Saúde no DF. Segundo o candidato, esse modelo é diferente do Iges-DF. “Eu vou devolver o comando à secretaria de saúde. O Iges é um prestador de serviço que ficou mais caro que a secretaria”, disse.
O candidato também afirmou que irá manter o emprego dos servidores do Iges por meio de concursos. “O Iges será apenas um prestador de serviço. Ele não vai comandar a saúde do DF. Iremos manter os profissionais do instituto e, à medida que o tempo passa, vamos fazer concursos para agregar esses servidores à saúde pública. Os empregos serão mantidos, mas o comando vai voltar a ser da secretaria”, destacou. Grass também comentou que o Iges estará subordinado às regras da administração pública.
Entre as promessas, Gras reforça que irá nomear os 5 mil enfermeiros que foram aprovados, mas ainda não tomaram posse do cargo público. “Tem gente esperando há mais de um ano para tratar câncer de pele e cirurgia de vesícula. No meu governo, a saúde vai ser técnica com gestão, planejamento e resultado”, disse.
O candidato também desmentiu a informação de que Agnelo Queiroz seria escolhido para ser o secretário de saúde. “Agnelo foi eleito deputado federal, não tem como ser meu secretário”, disse. Sobre a escolha, Grass disse que o responsável pela pasta não será indicado por nenhum partido. “O meu secretário de saúde vai ser escolhido por mim. Será alguém com trajetória, experiência e boa formação, que vai resolver a maior fila de exames e cirurgias já existente no DF”, acrescentou.
Caso seja eleito, ele afirmou que nos primeiros 90 dias a população conseguirá sentir as mudanças da gestão. “Teremos um painel das filas para a população ver o tempo que falta até o procedimento. Vamos iniciar a contratação para equipamentos de cirurgias e ativar a rede conveniada e filantrópica que está ociosa”, garantiu.
Transporte público
Durante a entrevista, Leandro Grass também apresentou projetos para a mobilidade urbana e enfatizou que “o governo terá papel fiscalizador” e não terá envolvimento pessoal com os responsáveis pelas empresas de ônibus. Uma de suas principais apostas é mudar o modelo rodoviário, com revisão das licitações. “Vamos fazer essa mudança, que já está atrasada, que também está além do valor do mercado. Ela não irá contabilizar o valor de cada usuário. O ônibus vai ser pago para sair de um ponto e chegar até o outro, independente da quantidade de passageiros”, reforçou.
Segundo Grass, essa nova licitação será feita entre 90 e 120 dias do início de seu governo. “Vamos fazer da forma mais rápida possível. Com a revisão dos contratos e reforma das licitações, o usuário vai ter um transporte digno. Nessa primeira etapa, teremos as novas licitações e novas linhas e ampliação de outras”, disse.
Outro ponto abordado pelo candidato foi o metrô. Segundo o petista, seu governo irá ampliar e modernizar o modal. “Eu vou ampliar o horário de funcionamento do metrô até a madrugada, para garantir a volta para a casa de trabalhadores e estudantes noturnos. Além disso, vamos ampliar o sistema de trilhos e passar um pente fino para ver para onde está indo o dinheiro público”, ressaltou.
Relação com governo federal
Em um cenário em que Grass seja o governador do DF e Flávio Bolsonaro (PL) o presidente da República, o petista disse que sua postura será em defesa do DF. “O governador não tem que defender seu partido, ele tem que defender o Distrito Federal. Eu, como governador, terei com o presidente da República uma relação de respeito e buscando parcerias para Brasília”, disse.
Grass não escondeu sua clara preferência à reeleição do atual presidente Lula. Entretanto, ele argumentou que o presidente petista “gosta de Brasília” e destacou projetos feitos pelo governo federal para a capital. “Ele (Lula) sempre apoiou Brasília. O Fundo Constitucional aumentou de R$ 16 bilhões do governo Bolsonaro para R$ 28 bilhões do governo Lula. Eu quero um presidente que goste de Brasília”, disse. O candidato também reforçou que, com apoio do presidente Lula, os recursos da saúde e educação aumentaram.
Cidades DF
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