
Em coletiva de imprensa, Leandro Grass (PT), candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), fez críticas à posição da adversária Celina Leão (PP) durante a campanha eleitoral. Grass afirmou que a campanha no DF “não foi normal”.
O primeiro ponto de crítica foi a ausência da adversária nos debates do segundo turno. “É a primeira vez na história do Distrito Federal que uma candidata ou um candidato se nega a ir a um debate”, afirmou. Grass contestou a justificativa de Celina para não comparecer aos encontros, e disse que a decisão representa “um desrespeito ao povo de Brasília, à imprensa e à democracia”.
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Grass acusou a campanha de Celina de tentar interferir na disputa por meio de ações judiciais. “Celina tenta ganhar essa eleição no tapetão, contando com a influência de Gustavo Rocha no ambiente judiciário, com o poder econômico e com o abuso do poder político”, declarou. O petista afirmou ainda que a campanha da adversária apresentou 35 processos contra a dele na Justiça Eleitoral, dos quais 14 teriam sido arquivados e outros 14 tiveram liminares indeferidas, conforme os números apresentados por ele.
O terceiro ponto levantado pelo candidato foi o suposto uso da estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF) em benefício da campanha de Celina. “Essa campanha também foi marcada pelo abuso do poder político, pelo uso da máquina pública, da estrutura governamental, como nunca antes aconteceu na história dessa cidade”, disse. Grass afirmou que servidores comissionados e secretários teriam participado de atividades eleitorais durante o expediente e denunciou a retirada de materiais de sua campanha pela secretaria DF Legal.
O candidato contestou uma denúncia feita por Celina envolvendo uma possível situação de violência doméstica. O petista negou as insinuações e afirmou que a adversária deverá responder judicialmente pelo caso. “Ela levanta uma ilação sobre mim e isso foi levado à Polícia Federal, fez uma ilação de que eventualmente, segundo ela, eu poderia cometer violência doméstica”, declarou.
Durante a coletiva, Grass apresentou questionamentos que, segundo ele, não foram respondidos por Celina durante a campanha, como relações políticas, a Operação Drácon e o caso do Banco de Brasília (BRB). “O Distrito Federal merece respostas. E é por isso que nós estamos aqui para cobrar”, ressaltou.
Interlocutores ligados à governadora criticaram o candidato do PT, que fez uma apresentação visual para questionar as ações da adversária, e afirmaram que Grass teria “esquecido do PowerPoint da Operação Lava Jato do Lula”, em uma troca de provocações. A campanha não se posicionou oficialmente sobre as declarações de Grass.
Cidades DF
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