
O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) defendeu as propostas de seu plano de governo e afirmou que divergências ideológicas não devem se sobrepor aos problemas enfrentados pela população. Em entrevista à rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira (22/10), o petista questionou eleitores que rejeitam o partido e pediu que avaliem questões como a demora no atendimento da saúde pública e a situação financeira do Banco de Brasília (BRB).
O tema da mobilidade urbana também entrou na discussão, com questionamentos sobre a continuidade de programas como o Vai de Graça, que oferece gratuidade no transporte público em determinadas datas. O assunto foi levantado no contexto das ações que os candidatos pretendem manter ou implementar no Distrito Federal.
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“Eu quero governar Brasília não porque quero ter poder e ser o governador. Não, eu quero mudar a vida das pessoas”, afirmou. Grass disse que apresenta suas propostas nas redes sociais, em entrevistas e nas ruas, e destacou que o plano de governo foi elaborado ao longo de quase 10 meses, com participação de especialistas, técnicos, servidores públicos, usuários dos serviços e moradores de diferentes regiões do DF.
Atendimento público
Na saúde, Grass afirmou que pretende decretar estado de emergência no início do governo para acelerar os atendimentos. Entre as medidas anunciadas, estão a nomeação de 5 mil enfermeiros aprovados em concurso público, a convocação de agentes comunitários de saúde e a realização de mutirões com carretas equipadas para exames e atendimento especializado. O candidato também propôs parcerias com clínicas privadas e filantrópicas, remuneradas pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), para ampliar a oferta de serviços gratuitos.
Grass prometeu, ainda, colocar em funcionamento os hospitais Ortopédico, Oncológico e de São Sebastião. Segundo ele, o objetivo é ampliar a capacidade da rede pública e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos. O candidato afirmou que pretende acompanhar continuamente o andamento das filas para garantir que os pacientes consigam avançar no atendimento.
Ao abordar a rejeição ao PT, o candidato questionou: “O que que te indigna mais? É a sua divergência com o PT ou é a morte na saúde? Porque nós estamos numa política de morte.” Grass mencionou pacientes que morreram sem conseguir tratamento adequado, inclusive para o câncer, e citou dificuldades enfrentadas por usuários da rede pública de saúde como uma das prioridades que pretende enfrentar caso seja eleito.
O petista também associou a situação financeira do BRB à continuidade de programas sociais do Distrito Federal. Ele citou benefícios como o Cartão Prato Cheio, o Cartão Material Escolar e o Cartão Uniforme Escolar e afirmou que os pagamentos podem ser afetados caso o banco enfrente dificuldades.
Cidades DF
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