Entrevista

Proteção da Esplanada será ampliada, informa secretário de Segurança

Ao CB.Poder, o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, detalhou quais medidas serão tomadas para garantir a tranquilidade no fim de semana: "Como vimos um maior engajamento nas campanhas, aumentamos um pouco o nível de atenção"

 23/10/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  CB.Poder entrevista Alexandre Patury, secretário de segurança pública do DF. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
23/10/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - CB.Poder entrevista Alexandre Patury, secretário de segurança pública do DF. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, confirmou, em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília —, que o esquema de segurança para o segundo turno das eleições será reforçado em relação ao primeiro. Às jornalistas Adriana Bernardes e Mariana Niederauer, o secretário explicou que a medida leva em conta a definição do resultado eleitoral e o maior engajamento das campanhas nas últimas semanas. Também foram dados detalhes das mudanças feitas para conciliar os atos, hoje, de Celina Leão (PP) e de Leandro Grass (PT). 

Como foi feito o acerto para que tudo transcorra bem nos atos de Celina e de Grass?

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Esses são atos públicos, políticos, que não necessariamente precisam de autorização da Secretaria de Segurança. Normalmente, a pessoa nos comunica e a gente verifica se terão outros no mesmo lugar ao mesmo tempo. O problema começou porque o ato de Celina, tinha início na Torre de TV e descia até o Museu Nacional. A concentração (da manifestação) de Grass era no Museu Nacional. Inicialmente, os manifestantes iriam descer até a Via José Sarney, mas foi ajustado para que eles se deslocassem até o Teatro Nacional. Ou seja, teríamos a dispersão de um no mesmo lugar da concentração do outro. Isso era muito difícil de equalizar, porque cada campanha tinha seu interesse. Então, liguei para a Celina, como governadora, e disse que tínhamos um problema e que iríamos marcar uma reunião de emergência. Falei que, se não houvesse acordo, a Segurança Pública ficaria muito preocupada, porque não teria como garantir a segurança de dois pontos antagônicos no mesmo local. Ela falou para eu tentar fazer esse ajuste e nós fizemos. Na quinta-feira, conversamos tanto com um lado quanto com o outro. Os dois, em algum ponto, declinaram, seja no horário, no percurso ou na direção.

Como ficou o ajuste?

A campanha de Celina, parte da Torre de TV em direção ao (Palácio do) Buriti. A de Grass sai do Museu Nacional em direção ao Teatro Nacional. O horário mudou também. O ato da esquerda ficou de 15h às 20h30, e o da direita, de 16h às 21h. Teremos uma linha muito grande de policiais na Rodoviária do Plano Piloto, possível ponto de encontro dos manifestantes. Teremos outra linha ao lado do Museu, e outra ao lado da Torre de TV. Vamos buscar, de alguma maneira, equalizar com muita segurança para que todos possam se manifestar livremente. Temos várias câmeras do 360 no Museu, na Rodoviária e na Torre de TV. Funcionaremos com drones e muito policiamento. Contamos, claro, com o bom senso porque, fatalmente, em algum momento, os manifestantes se encontrarão. 

Classificado como baixo no primeiro turno, o nível de segurança, agora, é considerado média-alto. O que mudou? 

Nós fazemos sempre questão da checagem. São 22 órgãos de inteligência, seja do DF, do governo federal, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), da Justiça ou do Ministério Público. Como teremos definitivamente um resultado e como vimos um maior engajamento nas campanhas nesse intervalo do primeiro para o segundo turno, aumentamos um pouco o nível de atenção. Esse aumento não é necessariamente para o período de 8h às 17h, mas para o pós. Dependendo do resultado, temos que avaliar onde haverá comemoração e para onde as pessoas vão se dirigir. 

Como será o aumento do perímetro do cercamento da Esplanada dos Ministérios?

No primeiro turno, nós definimos que ficaríamos na Via José Sarney, que fica em frente ao Ministério da Saúde. Avaliamos que eventual carreata, passeata, manifestação ou comemoração poderia se dirigir, eventualmente, à Esplanada. Terão blocos de concreto, que vamos colocar no sábado e, quando a pessoa chegar ali, depois do Museu Nacional, ela vai encontrar a barreira e pode virar à direita, antes da Catedral, para pegar a L2. Quem tiver que cruzar esse caminho por algum motivo de trabalho, poderá passar. Será uma barreira seletiva. Preciso falar que, a partir de hoje, teremos vários bloqueios. Eles serão na parte de baixo e de cima da Esplanada. Quem não vai para a manifestação e puder não acessar essa área central, é melhor. 

Qual é a duração do bloqueio?

Como tem uma manifestação às 15h, o bloqueio deve começar antes desse horário. A partir de sábado até a madrugada de segunda-feira. Provavelmente às 4h ou às 5h de segunda-feira vamos liberar a via. 

A célula de inteligência identificou algum movimento de não aceitação do resultado? 

Até o momento, não encontramos nenhuma ameaça consolidada ou grave que levasse à necessidade de elevar ainda mais o estado de atenção. Claro que não vamos ser ingênuos. Qualquer um que abre as redes sociais vê pessoas falando que não vão aceitar o resultado. Vamos fazer avaliação de risco. Mas, até o momento, não há nada que seja alarmante. 

*Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira

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postado em 24/10/2026 02:00
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