
Para conscientizar a população sobre a necessidade do autocuidado, fomentar o debate e a disseminação de informações qualificadas sobre a saúde feminina, o Correio promove, nesta quinta-feira (29/10), o evento on-line Correio Inside | Câncer de mama: uma rede de cuidados. O seminário, em parceria com o Hospital Anchieta, integrante do grupo Kora Saúde, começa às 15h, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do jornal no YouTube.
O encontro reúne especialistas para discutir prevenção, diagnóstico, tratamento e reconstrução mamária, além de abordar a importância do acesso à assistência de saúde. Entre os especialistas convidados estão a mastologista Karimi Amaral, titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Igor Morbeck, diretor técnico nacional de Oncologia e Hematologia da Kora Saúde; e Fabiana Lisboa, mastologista e cirurgiã reconstrutiva, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional DF.
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Para Fabiana Lisboa, a divulgação de informações confiáveis é fundamental para estimular o diagnóstico precoce, combater notícias falsas e conscientizar a população sobre a doença. "Esses encontros ajudam a reduzir as fake news, combatendo as informações erradas, trazendo a informação correta e segura e também esse alerta para população como uma forma de educação", destacou.
Segundo a especialista, os avanços da medicina também ajudam a mudar a percepção sobre o câncer de mama, historicamente associado ao medo, à morte e à perda da mama. “Focamos no diagnóstico precoce para que a gente consiga identificar a lesão numa fase muito inicial, de forma que as taxas de cura sejam muito altas, acima até mesmo de 95%”, afirmou.
Diagnóstico
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2024, aproximadamente 2,4 milhões de mulheres receberam o diagnóstico da doença em todo o mundo, enquanto 694 mil morreram em decorrência dela. Ao final daquele ano, 8,2 milhões de mulheres viviam com câncer de mama.
A OMS destaca que a doença pode atingir mulheres de diferentes idades após a puberdade e que cerca de 80% dos casos ocorrem em mulheres sem fatores de risco específicos além do sexo e da idade. A organização alerta que a atenção aos sinais, o acesso aos exames e a procura pelos serviços de saúde são fundamentais para identificar a doença e iniciar o tratamento oportunamente.
No Distrito Federal, a médica Fabiana Lisboa chamou a atenção para a dimensão do problema. Segundo ela, a estimativa é de mais de 1,4 mil casos novos ainda em 2026, o equivalente a aproximadamente quatro diagnósticos por dia. No Brasil, a projeção citada por ela ultrapassa 78 mil casos.
Sinais
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama do Ministério da Saúde, entre os principais sinais que merecem avaliação médica estão o aparecimento de nódulos nas mamas ou nas axilas, alterações na pele, retração do mamilo, mudanças no formato ou no tamanho da mama e saída de secreção pelo mamilo, especialmente quando há presença de sangue. Homens também podem desenvolver câncer de mama, embora a ocorrência seja menos comum.
No Distrito Federal, a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência é a porta de entrada para o atendimento. Na unidade, o profissional de saúde avalia a paciente e pode solicitar a mamografia, conforme a indicação clínica e as diretrizes de rastreamento. O exame pode ser realizado em hospitais da rede pública ou por meio de iniciativas que ampliam a oferta de vagas, como o projeto Peito Aberto, parceria com o Laboratório Sabin.
Onde assistir:
Correio Inside | Câncer de mama: uma rede de cuidados
Data: hoje, às 15h
Onde: transmissão ao vivo pelo canal oficial do Correio Braziliense no YouTube
Colaborou Iago Mac Cord
Cidades DF
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