OPERAÇÃO NÊMESIS

PCDF investiga fraudes com cartões que causaram prejuízo de R$ 3 milhões

Operação cumpriu oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão no DF e na Bahia. Cerca de 400 cartões de crédito foram usados em transações não autorizadas

PCDF investiga grupos suspeitos de fraudes eletrônicas que causaram prejuízo de mais de R$ 3 milhões -  (crédito: PCDF/Divulgação)
PCDF investiga grupos suspeitos de fraudes eletrônicas que causaram prejuízo de mais de R$ 3 milhões - (crédito: PCDF/Divulgação)

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal (DRCC/PCDF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (29/10), oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão em uma operação contra grupos suspeitos de praticar fraudes eletrônicas.

Segundo as investigações, entre janeiro e julho de 2025, os envolvidos realizaram transações eletrônicas não autorizadas com dados de cerca de 400 cartões de crédito de clientes de uma instituição financeira cooperativa, causando um prejuízo de mais de R$ 3 milhões.

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De acordo com a PCDF, o esquema contava com a participação de uma então funcionária da instituição, que teria acessado indevidamente o sistema responsável por gerar os códigos de autenticação das compras. As informações eram repassadas a pessoas encarregadas de executar as fraudes no Distrito Federal e na Bahia. Os valores obtidos eram recebidos por estabelecimentos comerciais, distribuídos por meio de contas de passagem e redistribuídos entre os integrantes do grupo, inclusive com conversão em criptomoedas.

Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de veículos dos investigados, como forma de resguardar o ressarcimento dos prejuízos, ainda sujeitos à apuração. Também foi determinada a suspensão das atividades das pessoas jurídicas utilizadas no esquema.

Os investigados podem responder por furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, as penas máximas previstas para os crimes, somadas, chegam a 21 anos de prisão. As investigações continuam para análise do material apreendido e identificação de outros possíveis envolvidos.

As diligências foram realizadas simultaneamente em Brasília, Salvador (BA) e Itabuna (BA), com a participação de mais de 60 policiais civis. A ação contou com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia (PCBA).

A operação foi batizada de Nêmesis, em referência à deusa da mitologia grega associada à punição daqueles que abusavam de seus privilégios. Segundo a PCDF, o nome faz alusão à participação da funcionária que, conforme as investigações, teria se aproveitado da confiança depositada nela para fornecer informações sigilosas à organização criminosa.

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postado em 29/10/2026 09:31
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