
O Distrito Federal realiza o rastreio do câncer de mama em uma frequência menor do que a recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A informação foi dada pela mastologista Karimi Amaral, titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Corpo Clínico do Hospital DF Star durante o evento Correio Inside “Câncer de Mama: uma rede de cuidados”, promovido pelo Correio Braziliense na tarde desta quinta-feira (29/10).
"O DF não está fazendo rastreamento como deveria. Tivemos neste mês uma divulgação de dados que diz que o DF não chega a 10% de rastreamento do câncer de mama. A OMS fala em 70%, ou seja, de 10 mulheres, sete precisam fazer mamografia independentemente de sintomas, sinais e histórico. E a gente não chega a 10%, então, estamos falhando no diagnóstico precoce. Faz muita diferença para a história da paciente se ela está em tratamento após o diagnóstico precoce ou se precisa fazer um tratamento mais agressivo", afirmou Karimi.
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A mastologista elogiou o evento e disse ser importante para disseminar informações e derrubar mitos. "Existem dados que assustam. Esse evento é fundamental para trazermos informação relevante, que muda a história da doença das pacientes", disse ela.
Especialistas estão reunidos para discutir prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acolhimento, destacando a importância da informação e do acompanhamento adequado em cada etapa da jornada. O encontro também busca esclarecer dúvidas, quebrar tabus e reforçar o papel de uma rede de apoio formada por profissionais de saúde, familiares e sociedade.
Cidades DF
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