
Durante o evento Correio Inside “Câncer de Mama: uma rede de cuidados”, promovido pelo Correio Braziliense na tarde desta quinta-feira (29/10), a mastologista Karimi Amaral destacou a importância de um rastreamento do câncer de mama a partir dos 30 anos. Segundo ela, estudos mostram que, no Brasil, até 17% dos casos da doença ocorrem em mulheres com menos de 40 anos.
"A idade é um fator importante. À medida que a mulher envelhece, há um risco maior de câncer de mama. É uma doença do envelhecimento, mas temos visto um aumento em mulheres mais jovens, tanto no Brasil quanto no mundo inteiro. A doença tem ligação com a questão hormonal e com a vida reprodutiva das mulheres. Há mudanças significativas nas últimas três, quatro décadas, para as mulheres. Ela comem alimentos mais industrializados, engravidam mais tarde, têm menos ciclos reprodutivos e tudo isso impacta. As mulheres de hoje são diferentes das mulheres das décadas de 60 e 70. Hoje em dia, há mais tratamentos, mais sobrevivência", ressaltou Karimi.
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Segundo a especialista, há um vácuo de mulheres que podem ter câncer de mama entre 30 e 40 anos e, por isso, é importante o rastreamento. "A gente não precisa atender a mulher só a partir dos 40 anos. 25 anos é uma boa idade para identificar se a mulher deve ser rastreada de forma diferente ou não", enfatizou.
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