investigação

'Zero medo', alegou suspeito de matar casal ao negar crime em depoimento

João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, 22 anos, disse à polícia que bebia em distribuidora no momento do duplo homicídio em Ceilândia e afirmou que relação com casal era "ótima". Ele foi preso em flagrante e teve sua versão contestada pela PCDF

Em depoimento prestado à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, 22 anos, negou ter assassinado a tiros a confeiteira Larissa Rodrigues de Paula, 23, e o cantor Arlandson de Sousa Alves, 26. Durante o interrogatório, o investigado sustentou que estava em uma distribuidora de bebidas e em um bar na QNM 20/22 no horário em que o casal foi executado, na madrugada de domingo (11/10). "Se vocês estão achando que matei alguém, só me levar preso que eu provo que não. Zero medo. Minha inocência eu vou provar", alegou aos policiais.

Confrontado sobre o histórico de desavenças e o conflito prévio com Arlandson — que havia intervindo em episódios de violência doméstica de João Victor contra a companheira —, o suspeito minimizou as brigas e disse que a relação entre os dois era "ótima". "Não ameacei ele. Para que ele ia ter medo de mim?", afirmou.

A versão apresentada por João Victor, contudo, foi descartada pela PCDF após os investigadores encontrarem diversas contradições entre seu relato, os horários citados, as imagens de câmeras de segurança e o depoimento de mais de oito testemunhas. Diante dos elementos reunidos pela Operação Kótos, ele foi preso em flagrante e passa por audiência de custódia. 

O crime

Larissa e Arlandson foram surpreendidos e mortos a tiros por volta das 2h50 de domingo, na QNM 22 de Ceilândia, logo após retornarem de um show em um bar da cidade onde o cantor havia se apresentado. Segundo a apuração policial, João Victor usou as chaves do lote — que ainda mantinha mesmo após ter se mudado — para invadir o imóvel e executar as vítimas por vingança.

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