O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) participou do ato de paralisação dos professores da rede pública e manifestou apoio às reivindicações da categoria. Ele criticou a postura do governo de Celina Leão (PP) diante do movimento e afirmou ter recebido relatos de perseguição, assédio moral e intimidação contra profissionais da educação.
“O professor sofre violência em sala de aula, não ganha bem e enfrenta falta de infraestrutura e de apoio. O mais grave é quando os professores são atacados pelo próprio governo, que deveria protegê-los”, declarou.
Para Grass, a governadora deveria receber os manifestantes e abrir espaço para o diálogo. “Essa é uma manifestação mobilizada pelo sindicato e pelos professores, que tem a ver com a afirmação de um direito. O mínimo que ela tem que fazer é tirar a polícia daqui da frente, abrir aquela porta e convidar os professores para sentar à mesa com ela”, afirmou.
Professor, Grass defendeu a reestruturação da carreira do magistério, a melhoria dos equipamentos das escolas e a valorização dos profissionais da educação. Ele prometeu, em eventual governo, ampliar o ensino integral, recuperar o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas) e aumentar a gratificação dos diretores escolares. “Eu vou cuidar das escolas. Eu vou cuidar dos professores. Eu vou reestruturar a carreira docente. Nós vamos melhorar os equipamentos, porque isso é direito das famílias”, disse.
O candidato criticou o que chamou de interferência política na gestão das escolas públicas e defendeu o cumprimento da lei da gestão democrática. “Nós temos que acabar com essa ingerência política e partidária de deputados, de amiguinhos da governadora, em cima da educação pública”, declarou.
Na área educacional, Grass criticou os resultados do ensino público no DF e defendeu que os estudantes tenham acesso a uma formação que os prepare para vestibulares e o mercado de trabalho. “A gente quer que o aluno do ensino médio possa estudar em uma escola de qualidade, sair da escola com uma profissão, com uma certificação que lhe permita ir para o mercado de trabalho e melhorar a renda da família”, ressaltou.
