A série Envelhecer é moderno, veiculada no Correio Braziliense, conquistou a premiação máxima da terceira edição do Prêmio Sesc de Jornalismo. O trabalho, assinado pelas jornalistas Letícia Mouhamad e Manuela Sá — repórter e estagiária da editoria de Cidades —, destacou-se por dar visibilidade às iniciativas, aos projetos e às ações de impacto social desenvolvidos pelo Sesc-DF em prol da população idosa.
A cerimônia oficial de premiação ocorreu nesta quinta-feira (21/10), durante a solenidade do Prêmio do Comerciário. O evento festivo será sediado no Lacustre Hall, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 1, nas dependências do Clube Assefe. A honraria coroa meses de apuração rigorosa e sensível sobre as transformações demográficas e sociais do Distrito Federal.
Publicada em capítulos ao longo de maio e junho de 2026, a série investigou a fundo os diferentes aspectos da chamada "geração prateada". Desde o impacto econômico e o empreendedorismo 60+ até os desafios de mobilidade urbana, saúde pública, combate ao etarismo e o direito fundamental ao lazer, as repórteres construíram um raio-X completo e humanizado sobre o envelhecimento ativo na capital federal.
Histórias marcantes ilustraram o especial jornalístico, como a trajetória da empreendedora Isabel Di Pilla, campeã de jiu-jitsu aos 70 anos, e de Margó Lima, que encontrou no teatro do Sesc uma nova perspectiva de vida após os 60. A abordagem sensível revelou como o Sesc-DF atua como ferramenta essencial de reintegração social, oferecendo suporte físico e emocional por meio de iniciativas como o programa Sesc+ Vividos.
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Para a repórter Letícia Mouhamad, o processo de construção do especial sobre a terceira idade foi gratificante desde o início, exigindo dedicação e sensibilidade na escuta de fontes variadas. "Olha, foi uma série muito prazerosa de fazer. De verdade, sem exagero, conhecemos pessoas com histórias fantásticas e aprendemos muito. Foi inspirador ouvir quem já passou por tantas experiências e, mesmo assim, busca sempre se reinventar", conta.
Entre as memórias mais fortes do projeto, Letícia destaca o impacto emocional proporcionado pela última matéria da sequência jornalística. "Uma história que eu gostaria de destacar, que me marcou muito, foi a de dona Margô, da última reportagem. Ela tem uma história de luta e vontade de viver que é emocionante. Lembro que terminei a entrevista estupefata. Tanto que comentei sobre ela em um artigo que fiz pouco depois, sobre lições de resiliência", recorda.
Do lado da estagiária Manuela Sá, o sentimento predominante é o de orgulho por ver a pauta da longevidade ganhar espaço de destaque e incentivar uma mudança cultural na sociedade do Distrito Federal. "É muito legal receber esse reconhecimento pelo nosso trabalho. Espero que com essa série as pessoas possam valorizar o trabalho e as experiências das pessoas 60+ do DF. Gostaria que todos vissem que a idade não é limite para continuar a se conhecer e a trabalhar para o próximo", afirma.
Manuela também ressalta a leveza com que a apuração transcorreu, apesar da complexidade inerente a um grande projeto jornalístico investigativo. "O processo foi muito tranquilo. Foi interessante conhecer histórias tão diversas das pessoas 60+ do DF. Desde quem está correndo maratonas até quem guarda com tanto carinho memórias de amigos e familiares", conclui a estagiária de jornalismo premiada.
