FINADOS

Gratidão aos antepassados marca Finados em templo da Seicho-No-Ie na Asa Sul

Cerimônia reuniu fiéis em um momento de oração, espiritualidade e homenagem aos familiares que morreram

Cerimônia da Seicho-No-Ie na Asa Sul em homenagem aos antepassados -  (crédito: Carlos Silva/CB/D.A Press)
Cerimônia da Seicho-No-Ie na Asa Sul em homenagem aos antepassados - (crédito: Carlos Silva/CB/D.A Press)
A reverência àqueles que vieram antes e o reconhecimento da importância de suas contribuições para as novas gerações marcaram a celebração do Dia de Finados, nesta segunda-feira (2/11), no templo da Seicho-No-Ie, na Asa Sul. A cerimônia reuniu fiéis em um momento de oração, espiritualidade e homenagem aos familiares que morreram. A proposta foi reforçar a gratidão aos antepassados e a importância de preservar os valores transmitidos entre gerações.
Entre os participantes da celebração estava o servidor público Ricardo Carvalho Gomes, 42 anos, morador da Asa Sul e frequentador da instituição há mais de uma década. Ele contou que faz questão de participar anualmente da cerimônia realizada em 2 de novembro, porque representa uma oportunidade de reconhecer a trajetória daqueles que contribuíram para a formação das famílias e da sociedade.
"É importante. porque aqui é um centro de culto aos antepassados, de respeito aos que já passaram e que deixaram algo para as novas gerações. Eu entendo que todo cidadão precisa ter esse cuidado, essa atenção com aqueles que já faleceram e que merecem respeito", afirmou.
Cerimônia da Seicho-No-Ie na Asa Sul em homenagem aos antepassados
Cerimônia da Seicho-No-Ie na Asa Sul em homenagem aos antepassados (foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)
Ricardo também destacou que a relação com os antepassados vai além da lembrança individual de parentes falecidos. Na avaliação dele, a sociedade atual é resultado de uma caminhada iniciada por gerações anteriores, que deixaram conhecimento. "A gente só está hoje mais avançado por conta dos antepassados. Nada melhor do que relembrar, respeitar e trazer essa energia para o nosso dia a dia", ressaltou.
Ricardo Carvalho Gomes, 42 anos, frequenta a cerimônia da Seicho-No-Ie em homenagem aos antepassados há mais de uma década
Ricardo Carvalho Gomes, 42 anos, frequenta a cerimônia da Seicho-No-Ie em homenagem aos antepassados há mais de uma década (foto: Carlos Silva/CB/D.A Press)
Além da homenagem aos antepassados, Ricardo disse que encontrou na Seicho-No-Ie uma filosofia de vida baseada em princípios que considera importantes para a formação das novas gerações. Frequentador há mais de 10 anos, ele destaca o respeito, a espiritualidade, a solidariedade e o cuidado com o próximo.
"É uma filosofia de vida oriental que nos ensina valores, princípios e regras que entendo serem muito importantes para qualquer cidadão. Trabalha muito a questão da gratidão, da ética e do cuidado com o próximo. São valores que vão ser importantes para os filhos. Por isso, eu trago minha família, tanto minha esposa quanto meus filhos", acrescentou.
Origem
A Seicho-No-Ie é um movimento religioso e filosófico fundado em 1930, no Japão, por Masaharu Taniguchi. Seus ensinamentos têm como base a ideia de que o ser humano é filho de Deus e destacam a gratidão, o amor ao próximo, a harmonia familiar, o respeito à natureza e a espiritualidade.
 
A doutrina também reúne elementos de diferentes tradições religiosas, como o cristianismo, o budismo e o xintoísmo, e defende o respeito à essência comum das religiões. No Brasil, o movimento está presente em todos os estados e promove atividades como palestras, meditações, orações e cerimônias religiosas.
 

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postado em 02/11/2026 16:37
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