
O Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos (CentroDH) e o Estruturação — Grupo LGBT+ oficiaram, nesta quarta-feira (4/11), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pedindo providências quanto a falta de vacinas contra a mpox na rede pública de saúde.
Os coletivos também apresentaram uma representação à Ouvidoria do Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) solicitando a apuração e a fiscalização sobre a falta de imunizantes e a gestão deles. As entidades pedem medidas que garantam o restabelecimento das vacinas contra mpox na rede pública.
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As entidades consideram o desabastecimento uma “ameaça à saúde pública”, especialmente para pessoas com condições pré-existentes, como aqueles que vivem com HIV e estão em estado de imunossupressão avançada. “O risco não é o mesmo para todas as pessoas vivendo com HIV, mas a ausência de vacinas preocupa especialmente aquelas que já apresentam comprometimento importante do sistema imunológico”, afirmaram as entidades em nota.
Além do restabelecimento imediato da vacinação dos grupos de risco, as entidades defendem a ampliação dos critérios de imunização para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de maior exposição epidemiológica, especialmente aquelas que utilizam profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).
Ao Correio, a SES-DF explicou que a vacina contra mpox não é indicada para a população em geral, sendo restrita a grupos prioritários com perfis clínicos específicos definidos pelo Ministério da Saúde (MS). No Distrito Federal, a vacinação ocorre no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mediante prévia avaliação técnica.
O órgão confirmou que, no momento, não há doses disponíveis do imunizante no DF e que mantém tratativas com o Ministério da Saúde para o recebimento de novos lotes e reabastecimento do estoque.
*Estagiária sob supervisão de Malcia Afonso
Cidades DF
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