
Quem nunca olhou a previsão do tempo no celular, viu a promessa de sol e foi surpreendido por uma chuva forte no meio da tarde? A frustração é comum, especialmente em um período com tantos alertas de instabilidade no país. A resposta para essa imprecisão não está na falta de tecnologia, mas na enorme complexidade dos fenômenos que regem a atmosfera terrestre.
A meteorologia moderna utiliza uma vasta rede de coleta de dados. Informações de satélites, radares, balões meteorológicos e estações em solo alimentam supercomputadores. Essas máquinas rodam modelos matemáticos complexos que simulam o comportamento da atmosfera para tentar prever as condições futuras.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Leia Mais
-
Visão do Correio: é preciso se adaptar a todos os extremos climáticos
-
Nuvens pirocumulonimbus: as tempestades induzidas por incêndios
O processo é incrivelmente avançado, mas lida com um sistema dinâmico e, por natureza, caótico. Mesmo as menores alterações nas condições iniciais, como uma leve mudança na velocidade do vento ou na umidade do ar, podem levar a resultados completamente diferentes em poucos dias. É um desafio constante de precisão.
Fatores que complicam a previsão
A principal dificuldade está na coleta de dados 100% precisos de toda a atmosfera. Existem vastas áreas do planeta, como oceanos e regiões remotas, com poucas estações de monitoramento. Essas "lacunas" de informação são preenchidas com estimativas, que introduzem um grau de incerteza nos modelos desde o início.
Além disso, diferentes modelos numéricos podem interpretar os mesmos dados de formas distintas, gerando previsões variadas. Meteorologistas analisam os resultados de vários modelos para chegar a um consenso, mas nem sempre eles concordam, principalmente para projeções de longo prazo.
Fatores locais também exercem grande influência. O relevo de uma cidade, a presença de grandes corpos d'água ou mesmo o calor gerado por áreas urbanas criam microclimas. Esses fenômenos localizados são difíceis de serem capturados por modelos que operam em escalas maiores, resultando em erros pontuais.
Por isso, previsões para as próximas 24 a 48 horas costumam ter um alto índice de acerto. A confiabilidade, no entanto, diminui drasticamente após o quinto dia. É importante entender a previsão como uma indicação de probabilidade, e não uma certeza. Uma chance de 80% de chuva significa que, em 10 dias com condições atmosféricas semelhantes, choveu em oito deles.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Saiba Mais

Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde