SAÚDE

Tatiana Sampaio pondera cura com polilaminina: 'Caminho certo'

Pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) falou em tom de esperança em entrevista ao 'Roda Viva'

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nessa segunda-feira (23/2), a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, esclareceu que uma cura para lesões medulares completas, como tetraplegia, quadriplegia e paraplegia, ainda não foi encontrada. No entanto, apontou que há um caminho promissor na busca pela solução.

Responsável pela descoberta do uso da polilaminina nas lesões medulares, Tatiana afirmou que a substância em questão é "muito promissora" no processo de reverter quadros do gênero. Ainda que tenha usado a palavra "cedo" para descrever a presença de uma eventual cura, Tatiana relatou que alguns resultados foram "surpreendentes". 

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"À medida que a pesquisa progride, vemos que os resultados também progridem. E temos resultados em alguns seres humanos que são surpreendentes. Então, tudo indica que estamos no caminho certo, mas ainda é uma pesquisa em andamento", explicou. 

Veja um trecho da fala de Tatiana Sampaio: 

O estudo preliminar conduzido pela equipe liderada por Tatiana contou com a participação de oito pacientes com lesão medular completa. Os dados divulgados apontaram que 62,5% dos pacientes, ou seja, cinco deles, registraram algum nível de recuperação motora depois da aplicação da paraplegia.  

Dos oito pacientes, quatro tiveram melhora parcial. Enquanto isso, três morreram, e um teve melhora expressiva. Bruno Drummond voltou a andar. Ele havia lesionado toda a cervical em um acidente de trânsito. De acordo com Tatiana, no entanto, o tratamento, iniciado logo após o acidente, pode não ter sido, necessariamente, a causa da melhora. É possível presumir, apenas, que a intervenção precoce tenha contribuído para o sucesso. Não há como, porém, estabelecer uma relação direta de causa e efeito. 

A polilaminina é uma versão sintetizada em laboratório da laminina, proteína produzida pelo corpo humano durante a fase embrionária, e extraída de placentas. Ou seja, atua na organização no processo de crescimento de tecidos neuronais. Se comprovada como eficaz, a substância poderá restaurar os movimentos ao recriar a ponte entre os neurônios localizados acima e abaixo da lesão.

Assista à entrevista de Tatiana Sampaio ao Roda Viva: 

 

 

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