ASTRONOMIA

Nasa revela nova trajetória de asteroide que ameaçava colidir com Lua

Após riscos de colisão com a Terra, que já foram descartados, astrônomos confirmam que corpo cósmico vai passar a 21.200km da Lua

Asteroide 2024 YR4 chamou atenção no início de 2025 com a probabilidade de colidir com a Terra, hipótese que foi descartada posteriormente -  (crédito: Reprodução/ NOIRLab/NSF/AURA/R. Proctor)
Asteroide 2024 YR4 chamou atenção no início de 2025 com a probabilidade de colidir com a Terra, hipótese que foi descartada posteriormente - (crédito: Reprodução/ NOIRLab/NSF/AURA/R. Proctor)

Depois de passar um verdadeiro sufoco com a aproximação do asteroide 2024 YR4 em relação à Terra, astrônomos confirmam que o planeta, e o satélite natural, estão a salvo de uma colisão. Novas projeções do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da Nasa descarta a possibilidade de choque entre o asteroide e a Lua em 2032. 

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A trajetória do corpo cósmico chamou atenção no início de 2025 com a probabilidade de colidir com a Terra, hipótese que foi descartada posteriormente. O asteroide então deixou de ser uma ameaça para o planeta e passou a representar um risco para a Lua, com uma probabilidade de 4,3% de colisão em 2032. Novas observações utilizando o telescópio James Webb, no entanto, mostram que o 2024 YR4 vai passar a 21.200km do satélite em dezembro de 2032, com uma margem de incerteza de 700km. 

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As descobertas, no entanto, causaram frustração entre os astrônomos, que esperavam observar o fenômeno de formação de uma nova cratera na Lua. Richard Moissl , chefe do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), explicou ao portal IFLScience que o fenômeno seria observável na Terra e seguro para nosso planeta. “Até mesmo novos meteoritos lunares chegariam à Terra (nada perigoso)”, pontuou. 

“Do ponto de vista científico, [o impacto] seria enorme. Seria um experimento natural. As pessoas que estudam crateras de impacto no Sistema Solar teriam a oportunidade de ver uma em ação”, afirmou o  cientista planetário Dr. Andrew Rivkin, da Universidade Johns Hopkins. “E você sabe, as pessoas que estudam a Lua, se pudessem instalar sismógrafos em locais estratégicos da Lua, poderiam aprender sobre todo tipo de coisa a respeito do interior lunar. Seria uma oportunidade potencialmente incrível, se a natureza cooperasse.”

Embora decepcionados, os cientistas comemoraram o funcionamento do sistema de defesa planetário. “Encontramos esse objeto e as pessoas conseguiram fazer várias medições dele. Ele não vai nos atingir em 2032, mas se tivéssemos descoberto que isso aconteceria, estaríamos em uma posição privilegiada para tomar providências”, ressaltou Rivkin. 

O 2024 YR4 deve passar próximo à Terra novamente em 2028. Até lá, astrônomos ficam atentos à viagem do asteroide pelo nosso Sistema Solar.

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postado em 06/03/2026 22:14
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