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Neoplasia na região cervical: entenda a condição que acomete Luis Roberto

Narrador da TV Globo foi afastado e não narrará jogos do Brasileirão e nem do Mundial sediado nos EUA, México e Estados Unidos

O narrador da TV Globo, Luis Roberto -  (crédito: Globo/Divulgação)
O narrador da TV Globo, Luis Roberto - (crédito: Globo/Divulgação)

O narrador da TV Globo, Luis Roberto, está afastado das transmissões de futebol por tempo indeterminado para cuidar da saúde. O comunicador foi diagnosticado com uma Neoplasia na região cervical, constatada durante a realização de exames de rotina. 

Mas, afinal, o que é a Neoplasia na região cervical?

Em entrevista ao Correio, o oncologista clínico Marcio Almeida Paes explica que a expressão em si se refere à um tumor localizado na região do pescoço. O tumor pode ser originado em estruturas que ali estão, como laringe, faringe e tireoide, por exemplo. Da mesma forma, pode representar um linfonodo comprometido por metástase.  

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"Em adultos, especialmente, um nódulo cervical persistente deve sempre ser investigado com atenção, pois pode representar uma condição oncológica", explica Paes.

Conforme o especialista, o diagnóstico envolve três etapas. A primeira diz respeito a avaliação clínica. É possível que sintomas como nódulo no pescoço, rouquidão, dificuldade para engolir, perda de peso ou dor local apareçam. Em seguida, vêm os exames de imagem, responsáveis no auxílio da localização da lesão. Por último, está a confirmação por biópsia. Aqui, são definidos tipo de tumor e método de tratamento. 

Quais são as melhores formas de tratamento e prevenção?  

Marcio Almeida Paes ressalta que o tratamento varia de acordo com a natureza do tumor, da localização dele e do estágio da doença. No entanto, explica que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Na maioria dos casos, o tratamento é multidisciplinar. 

É possível, em parte dos casos, se prevenir. A principal alternativa é evitar o tabagismo, assim como reduzir o consumo de álcool. Outros pontos importantes são a vacinação contra o HPV, que está relacionado a alguns tumores de garganta; e a manutenção de acompanhamento médico regular, especialmente diante de sintomas persistentes. "O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de cura", acrescenta o oncologista.

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postado em 08/04/2026 18:44 / atualizado em 08/04/2026 18:47
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