As primeiras imagens da Terra feitas pela tripulação da missão Artemis II foram divulgadas nesta sexta-feira (3/4) pela NASA, marcando um momento simbólico após a nave deixar a órbita terrestre rumo à Lua. Os registros foram capturados logo depois da chamada injeção translunar, etapa que coloca a espaçonave em rota para o espaço profundo.
Um dos cliques, realizado pelo comandante Reid Wiseman, destaca diferentes fenômenos visíveis ao redor do planeta. Duas auroras aparecem em regiões opostas — uma no canto superior direito e outra no inferior esquerdo — enquanto a luz zodiacal surge no canto inferior direito, perceptível no momento em que a Terra eclipsa o Sol. À esquerda da imagem, uma área em tom marrom identifica o continente africano.
A agência também divulgou um segundo registro, captado a partir de uma das janelas da cápsula Orion spacecraft, mostrando o planeta já à distância. A cena marca um feito que não ocorria desde 1972: astronautas novamente deixando a órbita da Terra com destino ao entorno da Lua.
Esse avanço foi possível após a queima de motor realizada na noite de quinta-feira (2/4), responsável por colocar a nave definitivamente na rota lunar. Conhecida como injeção translunar, essa manobra é o ponto de transição entre a permanência em órbita terrestre e o deslocamento em direção ao espaço profundo.
Com a trajetória estabelecida, a Orion passa a seguir o chamado percurso de retorno livre, que utiliza a gravidade da Lua para conduzir a nave até o satélite e, posteriormente, trazê-la de volta à Terra. Durante esse trajeto, os astronautas conduzem testes em sistemas essenciais, como suporte de vida, comunicação e navegação, operando já fora da cobertura dos satélites terrestres.
A missão tem duração estimada de cerca de 10 dias e foi planejada para validar o desempenho da nave em um voo tripulado ao redor da Lua. Apesar da aproximação, não há previsão de pouso na superfície lunar.
A expectativa é que, ao final do dia 5 de abril, a cápsula entre na região em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra. No dia seguinte, 6 de abril, ocorre o momento mais aguardado: a passagem a poucos milhares de quilômetros da superfície lunar, permitindo a observação direta do satélite pelas janelas da nave.
Nesse mesmo trecho, a Orion cruza o lado oculto da Lua, o que provoca uma interrupção temporária na comunicação com a Terra, com duração estimada entre 30 e 50 minutos. Depois dessa aproximação, a missão inicia o retorno, novamente utilizando a influência gravitacional lunar para redirecionar a trajetória. O encerramento está previsto para 10 de abril, quando a cápsula reentrará na atmosfera terrestre em altíssima velocidade e pousará no Oceano Pacífico, onde será recuperada.
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