BEBIDAS

O chá com nome feminino que melhora o sono e combate a dor de cabeça

Bebida quente está associada a momentos de paz e descanso

O consumo excessivo do chá de marcela pode trazer efeitos indesejados, como irritação gástrica e sobrecarga do fígado e dos rins -  (crédito: Reprodução/Freepik)
O consumo excessivo do chá de marcela pode trazer efeitos indesejados, como irritação gástrica e sobrecarga do fígado e dos rins - (crédito: Reprodução/Freepik)

Conhecido por ser uma infusão calmante e digestiva, o chá de marcela (Achyrocline satureioides) vem ganhando destaque por possíveis efeitos no relaxamento do corpo e no alívio das dores de cabeça. Chamada também como “macela” ou “marcela-do-campo”, a erva carrega um nome feminino e uma passado de uso popular.

A bebida é geralmente associada a momentos de descanso, sendo consumida principalmente no período da noite. A composição da planta inclui substâncias com ação calmante e anti-inflamatória, o que ajuda a explicar os efeitos que tem no organismo humano.

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Em entrevista ao Correio, Kelly Farina, nutricionista clínica do Hospital Sírio-Libanês, destaca que os principais compostos ativos do chá de marcela: “Os flavonoides são responsáveis pela ação anti-inflamatória e antioxidante, enquanto os ácidos fenólicos também têm alto poder antioxidante.”

No sistema digestivo, por exemplo, estimulam a produção de enzimas, o que facilita a digestão e reduz desconfortos gástricos. Este fator pode contribuir indiretamente para uma noite de sono mais tranquila.

Uso tradicional

Embora o uso da marcela seja antigo na medicina popular, as evidências científicas sobre os benefícios da planta ainda estão sendo estudados. Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o consumo deve ser moderado. A nutricionista orienta que a recomendação é de duas a três xícaras por dia, preparadas por infusão com flores secas em água fervente. Em quantidades adequadas, a planta apresenta baixo potencial de toxicidade.

O consumo excessivo pode trazer efeitos indesejados, como irritação gástrica e sobrecarga do fígado e dos rins. Por isso, a orientação é evitar o uso prolongado em altas doses e sempre buscar profissionais da saúde, especialmente em caso de dúvidas ou condições de saúde pré-existentes.

*Estagiário sob supervisão de Ana Raquel Lelles

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postado em 05/05/2026 18:50
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