
Cientistas anunciaram, na quarta-feira (19/8), que obtiveram resultados positivos no processo de desenvolvimento de uma vacina responsável por combater o câncer. As empresas MSD e Moderna realizaram estudos de fase 3, ou seja, uma pesquisa clínica em larga escala. Ela foi responsável por avaliar uma terapia personalizada com uso de mRNA (RNA mensageiro) contra o melanoma, um tipo de câncer de pele.
Segundo anunciaram as empresas, o recurso é combinado com a imunoterapia Keytruda, medicamento que bloqueia os sinais usados pelas células cancerígenas para enganar o sistema imune, e trouxe resultados expressivos.
O risco de retorno da doença após a cura, assim como possibilidades de metástase para pacientes ainda em tratamento, foram reduzidos em relação ao uso isolado do medicamento Keytruda, de acordo com as empresas.
O resultado obtido é considerado expressivo em decorrência do ineditismo. Este é o primeiro ensaio clínico de fase 3 de caráter oncológico a obter sucesso através do uso do RNA mensageiro. O tratamento experimental é feito de forma individual, a partir das características dos respectivos tumores de cada paciente. As mutações de cada um deles são analisadas, e, por meio do mRNA, a tecnologia ajuda a treinar os sistemas imunológicos para reconhecer e combater as célulcas cancerígenas.
O total de 1.137 mil pacientes de alto risco participaram do processo. Todos tinham melanoma em estágios diferentes (IIB e IV) e já haviam passado por intervenções cirúrgicas para a retirada completa dos tumores.
Estes foram divididos, de forma aleatória, entre os que haviam recebido Keytruda associado à terapia personalizada, e os que receberam apenas o medicamento. O tratamento durou um ano. Foram aplicadas até nove doses da vacina. Já na análise preliminar, a combinação teve sucesso ao não presenciar o retorno do câncer. O estudo ainda acompanhará os pacientes para avaliar outros fatores.

Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde