Festival Micarê traz clima de carnaval para fim de semana de brasilienses

Festival movimenta a Arena Mané Garrincha com shows de Bell Marques, Banda Eva, Timbalada, Adriana Samartini e Durval Lelys, entre outras atrações

» Irlam Rocha Lima
postado em 29/04/2022 06:00
 (crédito:  Esterline Goes/Divulgação)
(crédito: Esterline Goes/Divulgação)

Musicalmente, Brasília viveu na década de 1990 um período de grande efervescência proporcionada pela axé music, gênero musical originário de Salvador, que aqui chegou e passou a ser consumido freneticamente, principalmente pelos jovens. Isso foi amplificado com o advento da Micarecandanga, nome dado na capital à festa de rua que teve origem em Feira de Santana (BA).

  • Um time forte de músicos baianos anima a folia do Festival Micarê Agência Torre Digital/Divulgação

A maioria dos foliões brasilienses, com o intuito de simplificar, passou a chamá-la de Micarê. As três primeiras edições do carnaval fora de época, entre 1992 e 1994, ocorreram na Esplanada dos Ministérios. Depois, de 1997 a 2000 passou a ser realizado no Eixo Monumental, com percurso entre a Torre de TV e o Centro e Convenções Ulysses Guimarães. Já no formato indoor, nos anos seguintes, teve como cenário o Autódromo Nelson Piquet.

"Na verdade, a micareta surgiu em um momento similar ao que vivemos. No início dos anos 1990, houve uma endemia em Feira de Santana e a cidade baiana não pôde promover o carnaval, que só viria acontecer, meses depois. A folia, que veio a ser chamada de micareta, acabou sendo importado por outras cidades brasileiras como Fortaleza, Natal e Brasília", lembra Marcelo Piano, criador da Micarecandanga com Sérgio Maione.

Com a energia represada, por conta da pandemia da covid-19, os foliões brasilienses poderão extravasar durante o Festival Micarê, que um pool de produtores locais promoverão neste final de semana. Nesta sexta-feira (29/4), às 21h, na abertura, haverá o Esquentarê,— evento de palco — no lounge da Arena BRB Mané Garrincha, com shows dos artistas candangos Adriana Samartini e Thiago Nascimento e dos cantores baianos Durval Lelys e Saulo Fernandes.

A micarê, com trios elétricos, movimentará a Arena BRB, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, sábado (30/4), com início às 15h, tendo como atrações Rfa & Pipo, Bell Marques, Banda Eva e Timbalada. No domingo (1º/5), também a partir das 15h, se apresentarão Filhos da Bahia, Durval Lelys, Bell Marques e Tuca Fernandes.

"Fiquei muito feliz quando soube do pedido dos fãs para que eu tocasse mais de um dia no Festival Micarê, destaca Bell Marques. "Esse retorno à agenda de shows tem sido muito especial. Estou muito animado, ainda mais sendo em Brasília, cidade que me recebe sempre com muito carinho e onde vivi histórias bacanas e construí ótimas relações", acrescenta.

Tuca Fernandes, ao falar sobre o retorno aos shows diz: "O sentimento é de saudade de tudo de bom que já vivi. A música da Bahia acende essa memória bonita, assim como a volta a Brasília para cantar no Festival Micarê". Felipe Pezzoni, vocalista da Banda Eva, também deixa claro a alegria por voltar a se apresentar na capital. "Para mim é só felicidade a retomada das micaretas. Participar do Festival Micarê em Brasília traz em mim a vontade acumulada de celebrarmos novamente a vida. Não vejo a hora de subir no trio!".

Festival Micarê

Nesta sexta-feira (29/4), às 21h, no lounge da Arena BRB Mané Garrincha, Esquentarê, com shows de Adriana Samartini, Thiago Nascimento Durval Lellys e Saulo Fernandes. Ingressos para área única: R$ 146.

Sábado (30/4), às 15h, na Arena BRB Mané Garrincha, com Raf & Pipo, Bell Marques, Banda Eva e Timbalada. Atrás do trio: R$ 187; camarote: R$ 308.

Domingo (1º/5), às 15h, na Arena BRB Mané Garrincha, com Filhos da Bahia, Duval Lelis, Bell Marques e Tuca Fernandes. Atrás do trio R$ 165; camarote R$ 286. Obs: Valores referentes a meia- entrada, que podem sofrer mudanças no valor sem aviso prévio. Não recomendado para menores de 16 anos.

Oswaldo Montenegro em casa

Oswaldo Montenegro é um artista estradeiro, daqueles que emendam uma turnê com outra. Em março de 2020, ele iria dar início a mais uma excursão, mas teve que adiar por causa da pandemia da covid- 19. Com a flexibilização determinada pelas autoridades sanitárias, o cantor e compositor se animou e, no fim do ano passado, voltou a botar o pé na estrada com o show Lembrei de nós, que chega hoje a Brasília, para apresentação às 21h30, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Sabidamente workaholic, Montenegro está sempre envolvido com algum projeto. Ele conta o que fez durante a quarentena."Além de longas caminhadas diárias, para arejar a cabeça, gravei novas canções, desenvolvi projetos audiovisuais e assisti a documentários sobre assuntos variados, para que minha alma pudesse acreditar que o mundo não tinha parado".

Em Lembrei de nós, o menestrel tem a companhia no palco da banda formada por Madalena Salles (flauta e teclado), Sérgio Chiavazzoli (violão, guitarra e bandolim) e Alexandre Meu Rei (baixo). O repertório traz clássicos da obra do compositor como A lista, Bandolins, Estrelas, Léo e Bia e Lua e flor, às quais se juntam algumas músicas novas, tais como Não há segredo nenhum e a que dá título ao espetáculo "Retornar aos palcos é como retomar a única forma de vida que conheço; e voltar a Brasília é como voltar para casa, o que é sempre bom", ressalta o artista. (IRL)

Lembrei de nós

Show de Oswaldo Montenegro e banda hoje,às 21h30, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ingressos: De R$ 60 a R$ 800, à venda pelo hhp//entretickets.com.br/evento/45/oswaldomontenegro. Classificação indicativa livre.

 

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