
O compositor e maestro Jorge Antunes criou um abaixo-assinado, de forma virtual, com o objetivo de viabilizar a estreia da ópera Leopoldina no Theatro Municipal de São Paulo. A obra, que tem libreto de Gerson Valle, foi composta entre 2020 e 2021 e permanece inédita nos palcos.
No pedido, Antunes cita o edital de chamamento publicado pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo em dezembro do ano passado, que menciona a definição de novos títulos de óperas que contemplem, preferencialmente, “uma ópera de compositor brasileiro, histórica ou contemporânea” e “uma ópera inédita no Theatro Municipal ou não apresentada nos últimos vinte anos”. Para o compositor, “programar a estreia de Leopoldina durante a temporada de 2026 ou 2027 no Theatro Municipal de São Paulo não só valoriza a produção operística local, mas também homenageia uma figura histórica tão relevante quanto Leopoldina, que teve um papel crucial na independência do Brasil.”
A obra acompanha a história de Maria Leopoldina da Áustria, que se casou com D. Pedro I em 1822, aos 20 anos, tornando-se a primeira imperatriz consorte do Brasil. Composta por um prólogo e três atos, Leopoldina relembra a história da Imperatriz de forma não-linear, misturando episódios do século 19 com uma homenagem feita por uma escola de samba fictícia no século 21. Em 2026, é comemorado o bicentenário da morte de Maria Leopoldina, decorrente de complicações de um aborto espontâneo aos 29 anos, em 11 de dezembro de 1826.
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