Desde 2019, o lendário animador Genndy Tartakovsky encantou o público com a amizade entre um homem das cavernas e um dinossauro fêmea à beira da extinção. Em Primal, após perder a esposa e os filhos, Spear forma um vínculo improvável com a tiranossauro Fang a partir das tragédias que compartilham. O laço que sobreviveu a predadores, doenças e à insanidade dos próprios personagens nos demais episódios agora passa por mais uma prova — na tentativa de proteger a amiga, o protagonista morre e retorna como zumbi.
"Quando terminamos a 2ª temporada, pensei em dar continuidade à série em um formato de antologia. Mas aí percebi que havia mais a ser feito e que eu tinha passado 20 episódios fazendo o público gostar desses personagens, então decidi que talvez houvesse mais para explorar. Foi assim que surgiu a ideia de Spear se tornar um zumbi", explica Tartakovsky. "Mesmo que isso ainda não fizesse tão parte do universo de Primal, há muita magia e outras coisas do tipo no seriado, então a ideia pareceu muito boa", conta. Novos episódios chegam às segundas-feiras à HBO Max.
Para além da morte no fim da 2ª temporada, o animador ainda destaca a "vida difícil" que o protagonista teve nos demais episódios: "Então a esperança é de que o público torça por ele. Ele passou por tanta coisa ruim, mas agora meio que está vivo de novo". "Será que ele vai se tornar o Spear que conhecemos ou essa versão zumbi será o seu futuro? É isso que a série irá responder", adianta o vencedor do Emmy de Melhor programa de animação pelo trabalho na série.
A nova temporada terá 10 episódios, lançados semanalmente às segundas-feiras, às 22h30, na HBO Max. O primeiro já está disponível na plataforma de streaming. "Acho que quase todos os capítulos reservam algumas surpresas, especialmente no final, para quem já conhece bem a série. Há detalhes e alguns grandes acontecimentos que vão deixá-los muito animados", promete.
Lenda da animação
Feitas pelas mãos de uma equipe pequena, segundo o próprio Tartakovsky, as temporadas de Primal demoram cerca de um ano e meio a dois anos para serem finalizadas. Responsável por clássicos como O laboratório de Dexter e Samurai Jack, o animador ganha destaque na série de Spear e Fang por criar uma história profunda e comovente sem o uso de diálogos verbais.
"Acho que essa característica torna o seriado muito único e especial, diferente de qualquer outra animação em exibição atualmente. A série cria sua própria personalidade narrativa, energia e atmosfera. É uma experiência única, que só Primal pode proporcionar", garante o animador.
