televisão

'Ser artista me deixa mais íntima do mundo', avalia Letícia Laranja

Revelada em "Terra e paixão", na TV Globo, atriz carioca protagonizará "Amor em ruínas", produção bíblica da Record

Aos 29 anos, a carioca Leticia Laranja vive um momento decisivo na carreira. Revelada ao grande público como a Flor em Terra e paixão (TV Globo, 2023), ela agora se prepara para um desafio de peso: protagonizar a nova produção bíblica da Record TV, Amor em ruínas. A artista abre o jogo sobre sua inspiração, a transformação vivida após o horário nobre e os preparativos intensivos para dar vida à complexa personagem Gomer.

Para Leticia, a arte não foi uma escolha, mas um encontro. "Existe uma coisa muito genuína dentro de nós artistas que faz com que a arte nos encontre", reflete. Autodescrita como uma criança sensível e observadora, ela encontrou na escrita, aos 7 anos, e depois no canto, os primeiros canais para uma necessidade profunda.

"Veio uma urgência de poder me expressar e... um desejo de poder ser tudo o que eu via", defende. Essa sede de experimentar o humano através do próprio corpo define seu fascínio pela atuação: "É uma pesquisa constante. Um movimento que vai contra a inércia, as certezas. Ser artista me deixa mais íntima do mundo".

A experiência na novela das 21h foi, em suas palavras, "um susto" que mudou sua vida. Vinda predominantemente do teatro, ela teve seu "mais intenso contato com o audiovisual". A rotina de gravações e a troca com um elenco experiente a deixaram "mais preparada e mais confiante".

Mas foi a visibilidade em escala nacional que provocou uma profunda reavaliação pessoal. "A tamanha visibilidade fez também que eu pudesse olhar para mim a partir de outros pontos de vista. Reavaliar, descobrir, redescobrir... Posso dizer que hoje eu gosto ainda mais de ser quem eu sou", afirma.

Love Shake - Letícia Laranja, atriz e cantora

O convite para Amor em ruínas não caiu do céu: foi conquistado. Leticia passou por um teste que, após muito estudo, "fluiu sem esforço nenhum", deixando aquele sentimento de destino. Agora, ela se debruça sobre Gomer, personagem central da trama inspirada no livro do profeta Oseias. A preparação é dupla: interna e externa.

Internamente, ela fala em "abrir mão do controle" e estar disponível para a descoberta. Externamente, conta com uma equipe de peso: a preparadora Andreia Avancini, da Record, com quem discute as "tantas camadas que a Gomer tem", e a amiga e preparadora Isabela Dias, com quem trabalha a "técnica dos sensoriais", um caminho que ela afirma ser "maravilhoso para compreender a personagem e toda a grandiosidade da história".

Voos muito altos

Atriz formada em Artes Cênicas pela Faculdade Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e cantora profissional, Letícia atuou como Lulu na série da Globoplay Vicky e a musa (2022) antes de ser convidada para interpretar o papel de Flor em Terra e paixão. Em 2025, integrou o elenco da novela Dona de mim, em uma participação especial como Débora.

Leticia não é só intérprete. Ela também criou e dirigiu, ao lado da atriz Dayanna Maia, o espetáculo teatral Escape!. "Ter uma criação própria faz com que nós artistas possamos encontrar nosso lugar no mundo", defende.

A música é outra faceta indissociável. "Eu canto porque sou atriz, uma coisa pra mim só existe por causa da outra... sou uma atriz que canta", define. Essa habilidade a levou a representar o Brasil no Festival Internacional de Cinema de Soria, na Espanha, onde cantou e recitou poemas em português para uma plateia cativada. "Eu vi a transcendência da palavra", recorda-se, emocionada.

Olhando para o futuro, a artista se declara "muito sonhadora" e visualiza "voos muito altos". A meta de longo prazo é simples na essência, mas grandiosa na prática: "Poder atuar até ficar bem velhinha. Ser atriz é a minha maior alegria", conclui.

 

Mais Lidas

Voos muitos altos

Leticia não é só intérprete. Ela também criou e dirigiu, ao lado da atriz Dayanna Maia, o espetáculo teatral "Escape!". "Ter uma criação própria faz com que nós artistas possamos encontrar nosso lugar no mundo", defende.

A música é outra faceta indissociável. "Eu canto porque sou atriz, uma coisa pra mim só existe por causa da outra... sou uma atriz que canta", define. Essa habilidade a levou a representar o Brasil no Festival Internacional de Cinema de Soria, na Espanha, onde cantou e recitou poemas em português para uma plateia cativada. "Eu vi a transcendência da palavra", recorda-se, emocionada.

Olhando para o futuro, a artista se declara "muito sonhadora" e visualiza "voos muito altos". A meta de longo prazo é simples na essência, mas grandiosa na prática: "Poder atuar até ficar bem velhinha. Ser atriz é a minha maior alegria", conclui.