A cultura popular brasileira ganha protagonismo em Brasília com a abertura da exposição “O Reinado do Riso”, que estreia nesta segunda-feira (19/1) na Caixa Cultural Brasília. A mosrea fica em cartaz até 29 de março. Com entrada gratuita, a exposição reúne obras que destacam a presença do riso, da comicidade e da brincadeira como elementos centrais das festas e manifestações populares do país.
Resultado de um acordo de cooperação técnica entre a Caixa e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a exposição marca o início de uma parceria que prevê circulação nacional até 2028, além da realização de palestras, eventos educativos, entre outras ações.
Na abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o caráter simbólico e afetivo da mostra. “Eu fico muito feliz de ver uma exposição da cultura popular, da arte popular, que vai circular o Brasil, trazendo aí toda a força, beleza, e delicadeza do povo brasileiro”, afirmou. Segundo a ministra, o riso é uma característica profunda da identidade nacional. “Não é a alegria gratuita, mas é a alegria de viver”, disse, ressaltando que a comicidade também funciona como ferramenta para enfrentar adversidades. “O riso é também uma arma para a gente superar os momentos difíceis.”
A exposição apresenta textos, fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias. O conjunto revela como o riso e a brincadeira ajudam a manter vivas tradições como Carnaval, Folia de Reis, Bumba Meu Boi, circo, teatro de bonecos e Literatura de Cordel. Além do aspecto festivo, a mostra evidencia a comicidade como forma de crítica social, denúncia e resistência cultural.
Parceria
Para o vice-presidente da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, a iniciativa também reforça o papel da instituição na promoção da transformação social por meio da cultura, e destacou ainda a parceria com o Iphan como algo duradouro. “Eu me atrevo a dizer que Caixa e Iphan têm tudo para fazer uma parceria de vida.”
O presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou que a preservação do patrimônio cultural passa, necessariamente, pelo vínculo afetivo da população com suas tradições. “O patrimônio vai ser preservado a partir da relação que as pessoas têm com ele, do afeto, do vínculo verdadeiro que elas criam”, afirmou. Segundo ele, a exposição busca aproximar o público dos saberes tradicionais e do artesanato popular, fortalecendo a conexão entre sociedade e patrimônio cultural.
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Além de celebrar a diversidade cultural brasileira, “O Reinado do Riso” propõe uma experiência sensorial e reflexiva, mostrando que o humor, a brincadeira e a arte popular são expressões de identidade e resistência. Segundo Margareth Menezes, a exposição deixa “essa sensação positiva, de que o riso também é terapêutico”, convidando o público a celebrar a cultura brasileira a partir de um de seus traços mais marcantes: a capacidade de sorrir, mesmo diante das travessias.
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