MÚSICA

Versão brasileira de musical sobre princesa Diana chega a Brasília

Espetáculo explora lado afetuoso de Lady Di e tem a brasiliense Sara Sarres no papel pincipal

Diana â?? A princesa do povo
Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes.
A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos -  (crédito: Fotos: Sergio Baia)
Diana â?? A princesa do povo Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes. A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos - (crédito: Fotos: Sergio Baia)

A cantora lírica Sara Sarres era um bebê quando Diana Spencer casou com o príncipe Charles. Enquanto crescia, Sara ouviu muito sobre a vida e as histórias da princesa. O imaginário da família real britânica povoou parte da adolescência da artista, por isso ela mergulha em memórias hoje, quando sobe ao palco para ensaiar o musical Diana — A princesa do povo. "Sou de 1980, acompanhei bastante a vida dela, lógico que num período que não prestava muita atenção, mas lembro de ser algo muito presente nas notícias, nos jornais, nas revistas", conta Sara. "Sem querer, fez parte da minha adolescência, da minha juventude toda a história da vida da Diana."

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O espetáculo estreia em 27 de fevereiro no Rio de Janeiro e em 14 de maio em São Paulo, mas ainda não tem previsão de temporada em Brasília. A produção é dirigida por Tadeu Aguiar, que também esteve à frente de A cor púrpura e Quase normal, e os direitos foram comprados do mesmo espetáculo que estreou na Broadway em 2020. Com música de David Bryan, o guitarrista do Bon Jovi, e libreto de Joe DiPietro, Diana conta a vida da princesa mais famosa do século 20 e cobre o período em que conheceu o príncipe Charles até o momento da separação do casal. 

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O diretor Tadeu Aguiar assistiu ao musical na Broadway, em Nova York, em 2020, e viu ali potencial para uma montagem com tempero brasileiro. "Achei a peça super interessante, mas avaliei que faltava um coração, faltava pulsar algo, tudo muito tecnicamente perfeito, mas vi a possibilidade de um espetáculo mais amoroso", conta. À frente da Estamos Aqui Produções, na qual é sócio com Eduardo Bakr, ele resolveu então comprar os direitos e reproduzir no Brasil de um jeito diferente. "Compramos o direito de não réplica, porque o bacana é dar a sua cara ao espetáculo. Assim fizemos com todos os musicais, incluindo A cor púrpura", diz. 

Na montagem americana, Aguiar sentiu falta de mais contexto. "A peça tinha até um certo tom de fofoca sobre os personagens, a gente não queria isso. É um personagem tão humano que eu não entraria nessa seara, a gente mostra a perseguição da imprensa, como a imprensa a via até respeitá-la. A gente não mudou nada do texto nem das músicas, que são cantadas em português", avisa. No palco, 24 atores assumem o espetáculo em uma montagem que tem 250 figurinos, mais de 30 kg de pedrarias e 26 cenários. Charles, Diana, a rainha Elizabeth e Camilla Parker Bowles conduzem a ação e são vividos, respectivamente, por Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes.

Para contextualizar, o diretor decidiu iniciar o musical com um vídeo de um minuto que explica o momento pelo qual o Reino Unido passava quando Diana conheceu Charles. "A Inglaterra passava por dificuldades socioeconômicas complicadas, com Margaret Thatcher e sua mão de ferro. E o casamento da princesa era uma cortina de fumaça para o que estava acontecendo", lembra. 

Sara Sarres assistiu a uma boa quantidade de documentários para moldar a interpretação da personagem. "Diana foi uma mulher que rompeu todos os padrões da época", diz. "Está sendo uma experiência incrível revisitar esse período, mas também minhas próprias memórias." A cantora lembra da presença intensa da imagem de Diana e de toda a família  sentada em frente à televisão, numa tarde de domingo de 1995, para conferir a entrevista concedida pela então princesa à BBC na qual revelava as dificuldades no casamento com Charles e o caso extraconjugal do príncipe com Camilla Parker Bowles. 

Brasiliense formada pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Escola de Música de Brasília (EMB), Sara já viveu personagens famosas da história da ópera, como a Rainha da Noite, em A Flauta Mágica (W.A.Mozart), Musetta, de La Boheme (G.Puccini), e Micaëla, de Carmen (G.Bizet). No teatro musical, foi Cosette, em Les Misérables, Fiona, em Shrek, Jellylorum, em Cats e Anita, em West Side Story. "Mas, pela primeira vez, estou interpretando um personagem que, de fato, existiu realmente, é uma biografia", repara. "E é muito curiosa essa busca pela veracidade. Normalmente, nos meus processos, a busca do personagem é muito imagética, com liberdade maior. Mas honrar a história de alguém que viveu aquilo é muito especial, estou me sentindo diferente de todos os personagens que já fiz", garante.

Para a atriz e cantora, a responsabilidade de viver a personagem é grande, especialmente porque há toda uma geração que pouco sabe sobre Diana Spencer. "Existe toda uma nova geração que sequer ouviu falar dela ou tem uma ideia distante. E esse é o grande público consumidor de teatro musical, é um público muito jovem, que consome avidamente. Então, sinto uma responsabilidade grande para comunicar a esse público quem foi essa mulher e a importância de buscar fazer o bem, de usar sua imagem, a influência", explica. Na época da princesa, que se tornou um ícone da realeza inglesa e personagem constante na imprensa sensacionalista dedicada à fofoca, não havia redes sociais, mas Sara gosta de correlacionar a vida pública de Diana com o que fazem hoje os influenciadores. "Ela foi uma influenciadora mundial, amada no mundo inteiro por usar o privilégio para trazer as lentes para as minorias, mostrar quem precisava de socorro. Acho muito importante", diz.

Serviço:  

Diana — A  princesa do povo

A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos. 

 

  • Diana — A princesa do povo
Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes.
A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos
    Diana — A princesa do povo Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes. A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos Foto: Sergio Baia
  • Diana — A princesa do povo
Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes.
A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos
    Diana — A princesa do povo Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes. A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos Foto: Sergio Baia
  • Diana — A princesa do povo
Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes.
A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos
    Diana — A princesa do povo Com Claudio Lins, Sara Sarres, Simone Centurione e Giselle De Prattes. A partir de 27 de fevereiro, quarta, quinta e sexta, às 20h, sábado, às 16h e 20h e domingo, às 15h30 à 19h30, no Teatro Multiplan (Shopping VillageMall, Av.. Das Américas, 3900). Ingressos: R$ 125 e R$ 340, no Sympla. Não recomendado para menores de 12 anos Foto: Sergio Baia
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postado em 04/02/2026 06:00
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