O Teatro TotalEnergies, no Rio de Janeiro, foi palco de uma noite memorável para a comédia brasileira na última segunda-feira (16/3). A oitava edição carioca do Prêmio do Humor reuniu grandes nomes da dramaturgia nacional em uma cerimônia que celebrou o riso, o talento e a resistência da produção cômica nos palcos e na TV.
Entre os grandes vencedores da noite, o ator Rodrigo Fagundes brilhou ao conquistar o prêmio de performance por seu trabalho no espetáculo O formigueiro. A emoção tomou conta do artista ao receber o troféu das mãos de Bruno Mazzeo, em um momento que ele definiu como especial por se tratar de seu primeiro reconhecimento na Cidade Maravilhosa.
"Esse prêmio é de muita importância para uma categoria que é sempre tão marginalizada. A comédia! Me sinto honrado e muito feliz em levar esse espetáculo, O formigueiro, para tantos públicos diferentes nessa caminhada vitoriosa de manter o teatro vivo", declarou Rodrigo, visivelmente emocionado.
O ator revelou que, embora já tivesse sido indicado duas vezes pela edição paulista do prêmio — em 2019 por Sylvia e, em 2024, por Gargalhada selvagem —, a conquista no Rio teve um sabor especial. "Foi minha primeira indicação pelo Rio de Janeiro. Deu um gostinho bom no coração ser indicado e ganhar na cidade que me acolheu", completou ele, nome já confirmado na próxima novela das nove da TV Globo, Quem ama, cuida, escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto.
Na peça O formigueiro, assinada por Thiago Marinho, Rodrigo contracena com Diego de Abreu, Lucas Drummond e Roberta Brisson. O espetáculo segue em cartaz até abril na capital fluminense e, em maio, chega a Niterói, prometendo levar ao público o mesmo talento que, agora, foi reconhecido pela crítica especializada.
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Uma noite de celebração à comédia
O evento, organizado e apresentado por Fabio Porchat, contou com momentos emocionantes, como a homenagem a Marco Nanini, escolhido como o grande nome do ano. O veterano ator foi chamado ao palco por Marcelo Adnet e Luis Lobianco, recebendo uma salva de palmas do público presente, que reconheceu sua trajetória de sucesso na televisão e nos palcos.
Antes da homenagem final, o júri da premiação anunciou os vencedores das demais categorias. Na categoria texto, Gregório Duvivier e Luciane Paes foram os eleitos pela peça O céu da língua, com Luciana recebendo o troféu das mãos de Helio de La Peña. A mesma peça também levou o prêmio de espetáculo, entregue por Zezé Polessa.
Débora Lamm foi reconhecida como a grande vencedora na categoria direção, por seu trabalho em Toda donzela tem um pai que é uma fera. Já na categoria especial, Rafael Raposo e Christina Streva foram premiados pelo projeto Cabaré do Gláucio, recebendo o troféu das mãos de Érico Brás.
A noite reafirmou a importância do Prêmio do Humor como vitrine e reconhecimento para os artistas que fazem da comédia não apenas uma forma de entretenimento, mas também uma ferramenta de reflexão e resistência cultural no Brasil.
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