Mulheres lésbicas gozam mais? Para Roberta Miranda, a resposta é direta e passa pela forma como o prazer é construído dentro da relação. A artista comentou o tema nas redes sociais nesta quarta-feira (18/3), ao compartilhar uma pesquisa cujos dados indicam que mulheres lésbicas têm mais orgasmos do que as heterossexuais — "e agora a ciência busca entender por que".
Sem recorrer a explicações científicas, ela resumiu sua visão de maneira enfática: “A ciência busca entender? É simples, ela não é só um buraco onde a penetração é feita por fazer e ponto. Duas mulheres se tornam uma, pois elas se reconhecem, cada célula que pulsa, cada movimento e momentos onde depositam, sim! Desejos e não esperma”.
"Se tirar o ato sexual do contexto, a maioria dos homens não gostam de mulheres, não as admira", continuou a sertaneja. "Eles gostam mesmo de outros homens: dos amigos, dos cantores, dos jogadores. Sentir atração sexual é diferente de saber amar uma mulher."
A declaração dialoga com outras falas em que a cantora trata abertamente da própria sexualidade. Em uma publicação anterior, afirmou ser bissexual: “Eu sou bi, ok? A vida é minha. Eu faço dela o que eu quiser. Você não paga as minhas contas, não sente a minha dor, não faz nada por mim. Eu sou bi, com muito orgulho”.
Apesar da postura atual, Roberta levou décadas para tornar pública essa parte de sua vida. Em setembro de 2025, durante participação no podcast Ser Artista, ela explicou o motivo: “O grande amor da minha vida não me quis. Eu não podia assumir ela. Eu tinha jurado para minha mãe que eu jamais falaria da minha sexualidade. Minha mãe rezava para Deus me matar, para me levar, porque ela preferia me ver morta a me ver gostar de mulher. Eu segurei isso durante 50 anos da minha vida. Foi quando eu fiz o livro contando a minha história.”
Desigualdade na cama
Embora o diálogo sobre saúde e bem-estar sexual tenham evoluído, as experiências reais das mulheres ainda revelam desigualdades significativas. O Happn, aplicativo de relacionamentos, e a Pantynova, marca brasileira de sex care, se uniram para criar um guia que ajuda o brasileiro a compreender melhor sua sexualidade e como o tema vem sendo explorado no país.
Um dado central é claro: menos da metade das mulheres relatam atingir o orgasmo de forma consistente durante o sexo, enquanto mais de 70% dos homens afirmam o mesmo. A diferença se acentua quando analisamos experiências solo: mais de 80% das mulheres dizem sempre alcançar o clímax na masturbação, mas apenas 35% relatam isso com um parceiro.
Além disso, em média, 7% das mulheres nunca tiveram um orgasmo. Apesar disso, os números têm mostrado melhora: o Censo do Sexo, pesquisa da Pantynova realizada em 2022, indicava que apenas 19% das mulheres sempre atingiam o orgasmo durante o sexo.
A geração também influencia a experiência sexual. Para as mulheres, a satisfação tende a aumentar com a idade. Já a Geração Z apresenta desafios específicos: desejam ter mais sexo, mas lidam com instabilidade tanto no prazer quanto na comunicação. Entre os jovens dessa geração, 67% relatam transar menos do que gostariam, e apenas 36% das mulheres e 51% dos homens afirmam atingir o orgasmo de forma consistente com um parceiro. Mesmo na masturbação, considerada um caminho de autoconhecimento, os índices são menores: 56% dos jovens chegam ao clímax sozinhos, contra mais de 75% nas gerações anteriores.
Saiba Mais
-
Diversão e Arte Rodrigo Faro insiste em novo projeto na Globo para retomar programas
-
Diversão e Arte 'Scooby-Doo': live-action da Netflix anuncia elenco completo
-
Diversão e Arte Solteira, Patrícia Poeta quebra o silêncio sobre sua vida intima
-
Diversão e Arte 'Homem-Aranha — Um Novo Dia': veja todos os vilões confirmados no filme
-
Diversão e Arte Após 50 capítulos, 'Coração Acelerado' assume título controverso na Globo
-
Diversão e Arte Espetáculo do Grupo Pele reflete com dança sobre questões existenciais
