
Poucas franquias sobrevivem por décadas sem tropeçar e Dragon Ball Super sabe bem disso. Mesmo sendo responsável por reacender o hype global de Dragon Ball, o anime também deixou cicatrizes difíceis de ignorar.
Agora, com Dragon Ball Super: Beerus surgindo como uma espécie de revisão histórica do começo do anime, o sentimento é mútuo: Super Saiyajin 4, a forma mais querida e, ao mesmo tempo, mais bagunçada da franquia.
Um retorno necessário
Quando Dragon Ball Super estreou, foi um choque positivo. Ninguém esperava uma continuação direta de Dragon Ball Z tantos anos depois, e ainda assim, ela conseguiu expandir o universo de forma absurda. Deuses, multiverso, torneios cósmicos, parecia tudo no lugar certo.
O problema é que a execução inicial não acompanhou a ambição. A animação dos primeiros episódios virou meme, especialmente no arco de Beerus. Rostos deformados, movimentos travados, era difícil acreditar que aquilo vinha de uma das maiores franquias da história.
Com o tempo, o anime evoluiu, principalmente no Torneio do Poder, mas o estrago já estava feito. E é justamente aí que entra essa nova versão: não só como remasterização, mas como oportunidade de reescrever pequenas (e grandes) decisões.
Super Saiyajin 4 pode fazer sentido agora
Poucas transformações são tão icônicas quanto o Super Saiyajin 4. Introduzido em Dragon Ball GT, ele tem aquele visual selvagem, quase primal, que foge completamente do padrão cabelo espetado + aura brilhante.
Mesmo em um anime cheia de controvérsias como GT, essa forma virou unanimidade. A fusão em Gogeta SSJ4, por exemplo, é até hoje um dos momentos mais celebrados pelos fãs. Só que, tem um detalhe incômodo: ela nunca foi canônica por muito tempo.
Isso mudou com Dragon Ball Daima, que trouxe o conceito de volta, com algumas alterações visuais e uma pegada ainda mais próxima da origem dos Saiyajins. De repente, o que era extra passou a fazer parte da linha oficial da história. E aí nasceu o problema.
O buraco na história que ninguém consegue ignorar
Se Dragon Ball Daima realmente se encaixa entre o final de Dragon Ball Z e o começo de Dragon Ball Super, então existe uma pergunta que não quer calar: por que Goku não usou o Super Saiyajin 4 contra Beerus?
Na teoria, era a forma mais poderosa que ele tinha naquele momento. Mas, na prática, o anime ignorou completamente essa possibilidade e apostou no Super Saiyajin 3, uma transformação famosa por consumir energia de forma absurda.
E isso quebra a lógica. Não é sobre vencer o Beerus (ninguém esperava isso), mas sobre coerência. Se existe uma forma mais forte disponível, por que simplesmente fingir que ela não existe?
Beerus pode corrigir o passado
É aqui que Dragon Ball Super: Beerus ganha um peso muito maior do que parece. Sim, a proposta principal é melhorar a animação do arco inicial, mas o timing abre espaço para algo muito mais interessante: ajustes narrativos.
Imagina a cena clássica do Goku enfrentando Beerus, só que, dessa vez, incluindo o Super Saiyajin 4 como tentativa de combate. Não mudaria o resultado, mas mudaria completamente a lógica da história.
Seria o tipo de correção que não depende de grandes reescritas, apenas de decisões inteligentes. Pequenos ajustes que alinham o passado com o presente, sem quebrar o que já foi construído.
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