
A atriz paulistana Larissa Noel, de 29 anos, protagoniza um duplo e desafiador momento na carreira. Nos palcos, ela dá vida à lendária Zezé Motta no musical Prazer, Zezé!, em cartaz em São Paulo. Simultaneamente, no audiovisual, integra o elenco de Emergência radioativa, série da Netflix sobre o acidente com césio-137 em Goiânia.
A série retrata um dos maiores desastres radioativos do país, ocorrido nos anos 1980. Larissa interpreta uma das primeiras contaminadas e contracena com Johnny Massaro, William Costa, Alan Rocha, Bukassa Kabengele, Ana Costa e Victor Salomão. "Dividir cena com esses atores foi incrível. Foram oito dias de gravações, mergulhando nesse universo em Goiânia dos anos 1980, um acidente radioativo onde parecia que era o fim do mundo", conta a atriz. "Essa série movimentou ainda mais minha vontade de estar em cena gravando conteúdos. Quando surgiu a oportunidade de estar no set, foi como ver todos os anos de estudo e aprimoramento se materializando", completa.
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Nos palcos, a responsabilidade é de outra ordem. Em Prazer, Zezé! - O musical, Larissa propõe um olhar crítico sobre a trajetória de Zezé Motta, mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. "Zezé é intensa, ousada, alegre, tem uma mistura de inocência da jovialidade com a maturidade. Identifico-me muito com a história dela", afirma. "Acima de tudo, espero que Zezé se sinta feliz e contemplada. É uma história enorme e condensar tudo isso num musical parece insano, mas tenho certeza de que vai ficar lindo", declara.
O processo para conquistar o papel começou com uma leitura dramática do texto. Um mês depois, veio a audição. "Foi um clima tranquilo, mesmo com o nervosismo. Mais tarde, por volta das 19h, a produtora me ligou dizendo que eu havia passado. Chorei, foi uma festa em casa", relembra. Os ensaios começaram em janeiro, com texto autoral, e a atriz divide o palco com outros 10 atores. "Vou dormir pensando na música que aprendi e acordo pensando no texto que decorei. É uma maratona", resume.
Larissa também encontra similaridades com Zezé Motta. Assim como a homenageada, a família tinha outro destino planejado para ela. "Minha mãe e minha avó tinham uma opinião muito forte de que eu não teria oportunidades na carreira artística por não ser uma profissão estável e por não dar muitas oportunidades para pessoas pretas", relata. Inspirada por Zezé, que sempre bateu no peito diante de imposições, Larissa deixou a faculdade de enfermagem para cursar arte dramática. "Fui atrás do meu sonho", conclui.
A trajetória profissional começou em 2013, na companhia de teatro Cottal, até o primeiro espetáculo profissional, Cartola — o mundo é um moinho, em 2016. No audiovisual, havia passado por séries como 3% (Netflix) e Desejos S.A. (Disney+).
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Leitura dramática e audição
O processo para conquistar o papel começou com uma leitura dramática do texto. Um mês depois, veio a audição. "Foi um clima tranquilo, mesmo com o nervosismo. Mais tarde, por volta das 19h, a produtora me ligou dizendo que eu havia passado. Chorei, foi uma festa em casa", relembra. Os ensaios começaram em janeiro, com texto autoral, e a atriz divide o palco com outros 10 atores. "Vou dormir pensando na música que aprendi e acordo pensando no texto que decorei. É uma maratona", resume.
Larissa também encontra similaridades com Zezé Motta. Assim como a homenageada, a família tinha outro destino planejado para ela. "Minha mãe e minha vó tinham uma opinião muito forte de que eu não teria oportunidades na carreira artística por não ser uma profissão estável e por não dar muitas oportunidades para pessoas pretas", relata. Inspirada por Zezé, que sempre bateu no peito diante de imposições, Larissa deixou a faculdade de enfermagem para cursar arte dramática. "Fui atrás do meu sonho", conclui.
A trajetória profissional começou em 2013, na companhia de teatro Cottal, até o primeiro espetáculo profissional, 'Cartola — o mundo é um moinho', em 2016. No audiovisual, havia passado por séries como '3%' (Netflix) e 'Desejos S.A.' (Disney ).

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