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Conto de fadas moderno da HBO Max dá continuidade à história de Floribella

'Margarida, que sua lenda valha a pena' traz a história da filha de Florencia Santillán, a Floricienta

A onda dos revivals, reboots e spin-offs tomou conta da cultura pop durante a pandemia. Apesar de passados os anos de isolamento, a herança do tempo da covid-19 ficou e tais formatos continuam fazendo sucesso no streaming. É o caso do conto de fadas moderno Margarida, que sua lenda valha a pena, que tem como alvo o público infanto-juvenil, mas acabou conquistando adultos que buscam reviver a nostalgia do início dos anos 2000. Isso porque a série da HBO Max é um derivado da telenovela argentina Floricienta, que teve direito à versão nacional, Floribella, exibida pela Band.

Na série, Margarida, interpretada pela argentina Mora Bianchi, é a filha de Florencia Santillán, a Floricienta, com Máximo Calderón da Hoya. “Entendo que Margarida é uma história inédita, com novos personagens e novas músicas, mas, ao mesmo tempo, temos os fãs nostálgicos que buscam a essência do que foi Floricienta, e não podemos deixar de entregar isso a eles”, comentou a protagonista em entrevista ao Correio.

Quando a produção foi anunciada, lembra Mora, houve uma mistura de opiniões por parte do público. “Algumas pessoas adoraram, outras disseram: "Ai, que medo!", porque, obviamente, já existia algo estabelecido com Floricienta e todo aquele mundo mágico”, conta a atriz. “Mas, depois da estreia, muitas pessoas me procuraram e enviaram mensagens expressando gratidão, porque a série as fez voltar à infância”, narra a protagonista.

“Foi aí que comecei a entender um pouco mais o nível de exposição. A maioria das pessoas que me assistem são crianças, mas foi muito importante entender que, além do público infanto-juvenil, eu iria lidar com pessoas que querem reviver o que viveram há 20 anos”, explica Mora. “Para mim, é um enorme privilégio e uma grande honra representar tudo isso, mas com uma nova história”, afirma a atriz.

Criada por Cris Morena, ícone da produção de conteúdo jovem, a série repete uma receita que fez sucesso nos anos 2000 — além de ser responsável por Floribella, a produtora argentina está por trás de títulos como Chiquititas e Rebelde. “Sinto que ela tem uma fórmula que funciona. Como sempre há música, magia, romance e desilusão amorosa, é muito fácil para os espectadores se identificarem com a história”, opina a atriz.

Para Mora, o segredo por trás do sucesso longevo da produtora argentina é o poder de adaptação às novas gerações. “A segunda temporada de Margarida fala muito de inteligência artificial, que surgiu nos últimos anos”, exemplifica. “É fantástico o fato de Cris incorporar elementos como esse à história e à infância das crianças, para explicá-las e torná-las mais divertidas e engraçadas”, elogia a protagonista.

Questionada sobre o que mais atrai o público jovem à história de Margarida, Mora responde: “Talvez seja a rebeldia”. “Quando somos adolescentes, a gente se rebela. Tem muito disso na série, briga, aventura.. e eu acho que tudo isso é um grande atrativo”, avalia a atriz, que também destaca a união entre a fantasia e o mundo real na produção. “Se for tudo muito mágico e irreal, é difícil se conectar e pensar: "Isso vai acontecer comigo". Sinto que é uma boa mistura e um bom equilíbrio entre os dois mundos, e que talvez seja o que faz as pessoas acreditarem em magia”, pontua a protagonista.

“Se você não se identifica com algum ponto da série, você vai se identificar com outro, e de repente você se esquece um pouco dos problemas da vida cotidiana, seja você adulto ou criança”, defende Mora. “É um momento de pausa na vida para poder observar e se conectar com uma história que não é sua, mas que, de alguma forma, te cativa”, finaliza a atriz.

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