Crítica

Uma aventura, na metade da graça: confira crítica de 'Minions & monstros'

Com vilões pouco atraentes e situações primárias no desfecho, 'Minions & monstros' vale mais pela jornada metalinguística do cinema e pelo carisma das pequenas e amarelas criaturas da Illumination

Minions & monstros: um amontoado de piadas  -  (crédito:  Universal)
Minions & monstros: um amontoado de piadas - (crédito: Universal)

Crítica // Minions e monstros ★★★

A magia de Hollywood é escancarada na trama de Minions & monstros, codirigido por Pierre Coffin e Patrick Delage, neste terceiro título a apostar na vida própria para os atrapalhados e expressivos personagens amarelos da saga de animação da Illumination, que despontou em 2015. Será de Max, um estabelecido cineasta dos anos de 1920 que receberão, de presente, a primeira câmera, testemunha de um enredo de estrelato, fama, respeito, escuta, e ainda de traição e de uma tentativa de escravização para a humanidade toda. Emotivo, criativo e dotado de um olho, James será um minion diferenciado que chegará a Los Angeles apoiado pelo amigo Henry e ainda pela experiência da lida com um livro de feitiços.

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À caça do mestre malvado dos sonhos, uma das tribos de minions parte para a Ilha do Ciclope (num dos episódios mais divertidos do gráfico humor da fita), isso antes ainda de esbarrar nas ferramentas que renderão filmes, definidos como as "histórias que todos amam". Nisso haverá espaço para a hilária homenagem a George Lucas e ainda breves citações a Matrix, Metrópolis, Charles Chaplin e também a Buster Keaton, num filme que pisca para os cinéfilos, ao falar de Cidadão Kane e de Casablanca.

Antes de um verdadeiro desastre na bem-sucedida carreira junto aos fundadores da Bright Brothers Films, os minions da sétima arte — que se aventuraram numa excepcional sequência de faroeste — farão valer a palavra "ieurekie" (que dizem, no lugar de "eureka"). Uma jogada de mestre no roteiro está em estipular uma comunicação entre as pequenas criaturas amarelas e pilares de amplo entendimento pretendido pelo cinema. Donos do status de ininteligíveis, na base do improviso, os minions terão que driblar a problemática da transição para o cinema sonoro.

Além da dupla de vilões Howard e Philip, e do traiçoeiro Goomi, os seres amarelos terão contra si a lida com uma figura chata e inoportuna: o robô nerd Dort que, a bem da verdade, traz a graça do insuportável Jar Jar Binks (de Star Wars). Na tentativa de se reafirmarem como os reis de bilheterias dos cinemas, os minions se ajustam a um roteiro irônico, que arrisca até fazer troça com a cafonice do Oscar, e rende boas mensagens como da igualdade entre homens e mulheres (curioso que não haja minion feminina), mas, no bojo, o filme se perde quando adentra uma aventura num ambiente gelatinoso, e com uma vilã gosmenta pouco interessante.

 

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postado em 03/07/2026 06:22
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