
Na noite de abertura da 4ª edição do Bonito Cinesur - Festival de cinema sul americano, Paulina García foi a homenageada da edição pela sua carreira. A atriz, que estava presente no evento, venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim pelo filme Glória, em 2013. No festival, a atriz chilena protagonizou o longa de abertura, Querido trópico da diretora panamenha Ana Endara.
Sobre a homenagem, Paulina destacou a sua felicidade na ocasião. “Estou muito honrada de estar neste maravilhoso lugar geográfico que é Bonito. Tive a possibilidade de percorrer um pouco e de poder visitar o aquário natural, a cachoeira, o balneário, então dei umas voltinhas, uns passeios muito bonito. Muito contente, um pouco nervosa, mas muito entusiasmada com a recepção e honrada de estar recebendo a homenagem aqui”, afirmou a atriz.
O Bonito Cinesur é um festival centrado no cinema da América do Sul. A chilena acredita que o festival e o cinema em si sao capazes de derrubar fronteiras e unir países. “Isso é um gol de meia quadra, como diríamos no Chile. Acredito que é uma oportunidade enorme para criar pontes, laços entre os países da América Latina através da cultura, que permite, além disso, que sejamos mais abertos de mente, mais dispostos de coração para criar encontros com as pessoas, com os países. Há tanto para conhecer, não”, refletiu Paulina.
Paulina também ressaltou a situação atual da Venezuela, que está lidando com as consequências de um grande terremoto.
“Significa muito para um povo receber algum tipo de apoio, mesmo que seja exibindo um filme em um festival como este, que se acredita não ter repercussão, mas tem. Isso influi muito, não só aqui, chega a muitos lugares. No Chile, sabem que estou aqui e então ouvem falar do festival de Bonito e isso é algo que começa a criar uma conexão”, comenta.
Bonito não possui salas de cinema e o festival é uma oportunidade para os jovens assistirem aos filmes e se encantarem com a sétima arte. Falando sobre a importância do cinema para crianças, Paulina citou o filme Cem crianças esperando um trem, da chilena Alicia Vega. No longa, jovens de zonas rurais do Chile se aproximam da arte, através de uma oficina de Alícia, montam uma câmera e começam a filmar.
“O que significou para essas crianças que nunca tinham visto o cinema, é como quando se vê pela primeira vez o mar ou quando se vê pela primeira vez a neve ou a selva. Para nós é algo tão emocionante de viver, de contar”, ressalta a atriz.

Diversão e Arte
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