O Monaco Sports Group (MSG), a Citroën Racing, a Stellantis Motorsport, a Fórmula E e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) anunciaram, em comunicado conjunto divulgado na manhã desta segunda-feira (20/7), a morte do chefe da equipe Citroën de Fórmula E, Cyril Blais, aos 46 anos. A causa da morte não foi informada. Segundo a nota, não serão divulgados mais detalhes em respeito à privacidade e aos desejos da família.
Embora não fosse piloto, Blais exercia um papel decisivo dentro da equipe. Era responsável por definir estratégias de corrida, coordenar engenheiros e mecânicos e liderar o desenvolvimento técnico do carro elétrico. Sob seu comando, a Citroën conquistou sua primeira vitória na Fórmula E, nesta temporada, durante o E-Prix da Cidade do México.
A diretora-geral da Citroën Racing de Fórmula E, Beth Paretta, lamentou a perda e afirmou que a equipe continuará competindo em homenagem ao dirigente. “ Nossos pensamentos estão com sua família, amigos e colegas. Cyril acreditava profundamente nesta equipe e honraremos sua memória correndo com a mesma dedicação e paixão que ele nos transmitiu.”
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também manifestou pesar e destacou o legado deixado por Blais no automobilismo. “Sua paixão, determinação e compromisso com o esporte eram evidentes em tudo o que fazia. Além de suas conquistas nas pistas, será lembrado pela integridade e pelo respeito que conquistou dentro do paddock.”
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O CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, classificou a morte como uma perda irreparável para a categoria. Também em nota conjunta, o CEO da Citroën, Xavier Chardon, e o vice-presidente sênior da Stellantis Motorsport, Olivier Jansonnie, ressaltaram a relevância de Blais para o projeto da montadora na Fórmula E.
“Cyril desempenhou um papel fundamental desde o início da parceria entre a MSG e a Citroën Racing. Nossos pensamentos estão com sua família, amigos e todos os colegas que tiveram a oportunidade de trabalhar ao seu lado.”
Trajetória no automobilismo
Formado em Automobilismo pela Universidade de Coventry, em 2005, e em Dinâmica Veicular pela Universidade de Kingston, em 2006, Cyril iniciou sua carreira no automobilismo em 2007 como engenheiro de pista da Manor Motorsport, na Fórmula 3.
Em 2012, transferiu-se para a Arden Motorsport, onde permaneceu por sete anos. No período, passou por diferentes cargos técnicos até assumir a direção técnica dos programas da equipe na Fórmula 2 e na Fórmula 3.
Sua chegada ao projeto que hoje representa a Citroën na Fórmula E aconteceu em 2022, quando ingressou na operação da Monaco Sports Group, então responsável pela equipe Venturi. Na época, voltou a trabalhar com o piloto Maximilian Günther, parceria que já havia rendido bons resultados na Fórmula 2 e que continuou durante a fase da Maserati na categoria elétrica.
Em 2024, foi promovido ao cargo de chefe de equipe e liderou a transição para a Citroën no ano seguinte. Durante sua gestão, a estrutura conquistou duas vitórias, incluindo o triunfo no E-Prix da Cidade do México desta temporada, com o piloto neozelandês Nick Cassidy.
*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe
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