Festival de Cinema

Tradicional festival de cinema da capital não corre risco, segundo GDF

Não está descartada uma redefinição de orçamento, mas o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro não deverá ser "cancelado" ou "adiado", como aponta nota da Secretaria de Cultura e Economia Criativa


Num tempo de inestimáveis perdas humanas para o fazer do cinema no Brasil, cenário em que se registraram as partidas do ex-secretário do audiovisual Orlando Senna e do incomparável produtor Luiz Carlos Barreto, ambos reverenciados em páginas de divulgação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, uma dose de incerteza cerca a própria realização do evento, previsto para as datas entre 11 e 19 de setembro.

O mesmo impasse registrado no começo de julho, e que poderia levar ao fechamento do Cine Brasília (EQS 106/107), sede do tradicional festival de cinema, está pendente às vésperas do festival: a organização reclama da falta de repasses monetários. Estipulado, em fins de março, para um patamar de quase R$ 3 milhões, o orçamento pode passar por redefinição, ao que aponta nota da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

"Avaliações em curso" estão demarcadas em nota repassada à imprensa local, em torno do tema. Num documento em que se reconhece "a relevância histórica e cultural do festival", a Secec pontuou a espera por "avaliações governamentais" para divulgar mais informações relacionadas ao evento.

"Não há decisão oficial de cancelamento ou adiamento da 59ª edição do festival", sublinha a nota oficial. O "diálogo com a organização do evento" e com áreas do GDF segue em curso, como enfatiza o documento, cujo teor atenta para discussão de "condições orçamentárias e financeiras" ajustadas à realização do festival de cinema. 

 

 

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