Brasília se prepara para ganhar um novo ponto de contemplação humana. Ainda no mês de agosto, a frente do SESI Lab será ocupada pela instalação de A queda de Atlas, escultura de Anderson Schneider. O imponente “origami” feito de aço corten e concreto promete dar “tilt” no cérebro de quem passar pelo local.
O monumento pesa quase sete toneladas e cria uma ilusão óptica de estar flutuando. A queda de Atlas não repousa sobre pilares; está pendurada de baixo para cima por finos cabos de aço galvanizado, passando uma sensação de gravidade invertida. Anderson Schneider, arquiteto, fotógrafo e artista visual, une engenharia, arquitetura e escultura no monumento.
Além disso, a obra é interativa e convida o público a uma reflexão sobre a exaustão e a cobrança por performance na vida contemporânea. O nome faz referência ao Titã Atlas, da mitologia grega, condenado por Zeus a suportar em seus ombros os céus por toda a eternidade, como punição após ser derrotado em uma batalha. O mito de Atlas espelha a condição contemporânea de sofrimento psíquico causado pela sobrecarga de ocupação e cobrança.
Serviço
A queda de Atlas, de Anderson Schneider
A partir de agosto, no SESI Lab. Mais informações serão divulgadas em breve.
*Estagiária sob a supervisão de Nahima Maciel
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