
O Banco do Brasil (BB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não participar da audiência marcada pelo ministro Luiz Fux para discutir a operação de crédito de R$ 6,6 bilhões envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A decisão aumenta a tensão em torno do impasse, que envolve a busca por garantias para viabilizar o financiamento ao banco distrital.
A reunião foi convocada para a próxima quinta-feira (13/8), no âmbito de uma ação apresentada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) que questiona a demora na solução do impasse e aponta suposta inércia da União e do FGC na condução das negociações.
O Banco do Brasil vinha atuando como interlocutor nas conversas com as instituições financeiras que integram o grupo S1 — formado por Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander Brasil, BTG Pactual e o próprio BB — para discutir as garantias que seriam apresentadas para viabilizar o financiamento ao BRB.
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A operação busca dar liquidez ao banco distrital após a crise provocada pelo envolvimento do BRB no caso Banco Master, mas enfrenta resistência das instituições privadas em relação às garantias oferecidas pelo GDF.
BB diz não representar bancos
Na manifestação enviada ao STF, o Banco do Brasil afirmou que nunca houve a formação de um consórcio entre os bancos e negou ter recebido autorização para representar as demais instituições financeiras nas negociações. Segundo a instituição, também não há qualquer mandato que permita ao banco assumir obrigações em nome dos demais participantes.
“Jamais houve a constituição de consórcio de bancos e tampouco o Banco do Brasil se colocou como representante das demais instituições financeiras ou responsável por eventual operação”, afirmou a instituição no documento encaminhado ao Supremo.
O posicionamento do BB expõe uma nova dificuldade para a construção de um acordo. Enquanto o GDF defende a participação dos bancos na solução do problema, as instituições financeiras avaliam que as garantias oferecidas pelo governo distrital — especialmente a vinculação de recursos futuros provenientes dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM) — podem enfrentar questionamentos jurídicos por possível inconstitucionalidade.

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