Cinema

Festival de Brasília apresenta país distópico na 4ª noite de Mostra Competitiva

Exibição de 'Todo o sentimento' (BA), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, marcou o quarto dia de Mostra Competitiva Nacional do Festival de Brasília

Equipe de 'odo o sentimento' apresenta o longa que marca a quarta noite de Mostra Competitiva -  (crédito: Isabela Berrogain/CB D.A Press)
Equipe de 'odo o sentimento' apresenta o longa que marca a quarta noite de Mostra Competitiva - (crédito: Isabela Berrogain/CB D.A Press)

A história de amor entre Henrique e Gustavo em um Brasil distópico marcou o quarto dia de Mostra Competitiva Nacional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Todo o sentimento (BA), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, foi o longa exibido nesta terça-feira (15/9), no Cine Brasília.

O filme, explica Ary, começa justamente na capital federal, trazendo a perspectiva de que o que começa no centro do país, reverbera por todo o Brasil, chegando até o recôncavo baiano, onde se passa a trama. “Trata-se de um futuro de perseguição política, em que gênero, raça e sexualidade são questionados”, detalha o cineasta.

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É nesse terreno “perigoso e difícil”, define o diretor, que Henrique e Gustavo se encontram. “Mesmo assim, surge afeto, carinho, desejo e tesão entre eles. O filme fala sobre como sobreviver em um Brasil que machuca tanto”, resume Ary.

Para Lucas Leto, ator que interpreta Gustavo, o futuro que é retratado no longa, apesar de distópico, não é tão distante da realidade atual. “Eu espero que o público perceba com o filme que a nossa liberdade é inegociável”, deseja o protagonista.

“Fiquei muito angustiado lendo o roteiro e vendo como coisas simples que a gente conquistou podem dificultar a nossa vida se a gente perder nossos direitos”, declara o protagonista.

Ainda na noite de terça, foram exibidos os curtas Descarrilho (RS), de Aline Gutierres, e Cana (SP), de Daniel Rone e Guilherme Xavier.

A Mostra Nacional Competitiva continua nesta quarta-feira (16), com exibição dos curtas Lagoa do abandono (CE), de Diego Maia, e Futuro decadance (AL), de Leviathan, e do longa Privadas de suas vidas (SP), de Gustavo Vinagre e Gurcius Gwedner, a partir das 21h.

Novo público

A 59ª edição do Festival de Brasília é marcada também pela curiosidade do novo público, como é o caso da estudante Laura Carneiro, 19, que foi ao Cine Brasília prestigiar a Mostra Nacional pela primeira vez. “Achei que seria uma boa oportunidade legal de conhecer o evento”, contou.

Para além da programação, Laura se surpreendeu com a estrutura do festival. “Eu fiquei chocada, me deixou com expectativas ainda maiores para os filmes”, disse a estudante.

Luana Garcia, por sua vez, foi ao evento pela segunda edição consecutiva. “Eu queria vir em pelo menos um dia. Em 2025, eu gostei bastante, principalmente pela estreia de O agente secreto. Mas a energia deste ano está muito legal também”, elogiou a estudante de 22 anos.

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MS
postado em 15/09/2026 23:11
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