
A cantora Marina Mug, nascida no interior de Minas Gerais, lançou a música inédita Anjo deslumbrado, de Rita Lee e Guto Graça Mello. A letra da canção havia sido encaminhada à Censura Federal em 8 de julho de 1983 pela gravadora CBS — atual Sony Music — e liberada 13 dias depois. Porém, a canção nunca chegou a ser gravada pelos criadores.
A gravação de Marina também conta com a produção de Guto Graça Mello e a faixa integra o disco de estreia da cantora, Pepita rara, que será lançado no dia 15 de outubro nas plataformas digitais. “Pensei na chance inacreditável de ter trabalhado com o Guto como produtor e empresário, nos músicos que gravaram comigo, na minha história de artista que cantava nas ruas e também antes disso tudo, em ter uma inédita da Rita Lee no meu álbum de estreia”, comenta. “Um álbum feito de coração, sem pensar em charts.”
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Segundo a cantora, o conceito do disco é difícil de nomear, pois o conteúdo está à frente de possíveis idealizações. “O fio condutor é o sentimento, o amor pela música feita com coração e alma demais”, ilustra. “Cada faixa tem sua própria beleza, mesmo com uma unidade sonora por terem sido os mesmos músicos. É um disco de música brasileira, até na faixa cantada em inglês, o swing é brasileiro.”
O álbum inclui oito faixas, intituladas: Na minha janela ainda tem o teu cigarro, Copacabana, Às vezes não verbalizo, Mulher mais bonita do Rio, Num deu não, Amor transatlântico, Anjo deslumbrado e Wavy. Marina comenta que o processo de criação começou a distância e que o repertório foi escolhido em conjunto com Guto. “A única regra era não copiar nada nem ninguém, fazer o que a música pedia, coração”, explica. Teve muita escuta e humildade de todo mundo. Fiquei com medo de entrar num estúdio com gente tão genial, mas fui tratada de igual pra igual.”
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco
Diversão e Arte
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