Eleições 2026

Manifesto da cultura apoia Lula e cobra mudanças profundas no MinC

Documento que já reúne mais de 600 nomes, como Chico César e Glória Pires, cobra protagonismo do Ministério e regulação de big techs no país

Chico César é um dos que assina o manifesto -  (crédito:  José de Holanda)
Chico César é um dos que assina o manifesto - (crédito: José de Holanda)

Um manifesto de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também cobra mudanças na política cultural, ultrapassou a marca de 600 assinaturas após ter sido lançado com cem nomes há uma semana. O documento reúne personalidades de todas as linguagens e regiões do país.

A mobilização expressa um apoio enfático do setor cultural a Lula, mas reivindica um novo comando para a pasta, mais alinhado aos desafios contemporâneos. Os profissionais defendem que o Ministério da Cultura (MinC) precisa superar o papel operacional de repassador de editais para assumir centralidade no projeto de desenvolvimento do Brasil.

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Entre as reivindicações estruturais, o texto destaca a urgência de uma regulação firme sobre a atuação de big techs e plataformas de streaming. Pede ainda o combate à perda de recursos públicos para casas de apostas e emendas parlamentares fragmentadas, além do fortalecimento de autarquias como a Ancine, a Funarte e o Iphan.

Novas adesões reforçam o manifesto

A lista de signatários cresceu e agora inclui nomes como Patrícia Pillar, Irene Ravache, Silvia Buarque e a atriz e fundadora do PT, Bete Mendes. O ator e diretor Vinícius de Oliveira e a autora de novelas Duca Rachid também assinaram o documento.

No cinema, diretores como Luiz Fernando Carvalho (Lavoura Arcaica) e Hilton Lacerda se juntam a Anna Muylaert, Laís Bodanzky e Juliano Dornelles (co-diretor de Bacurau). O setor produtivo ganhou a adesão da produtora Sara Silveira e de distribuidores como Bruno Wainer (Downtown Filmes). A diretora de animação Célia Catunda (O Show da Luna!) é outra nova signatária.

Na música, o manifesto agora conta com o cantor e compositor Chico César, André Abujamra e Lirinha (Cordel do Fogo Encantado). O humor está representado por Katiuscia Canoro e Cristina Pereira, enquanto o cartunista Caco Galhardo e o pioneiro do hip hop Nelson Triunfo também apoiam o texto.

Artistas contemporâneas de circulação internacional, como Rosana Paulino e Lucia Koch, integram a lista. A defesa dos povos originários é representada pelo cineasta indígena Morzaniel ?ramari, do povo Yanomami, e pela liderança Benki Ashaninka. A chef Bel Coelho, o escritor Fernando Morais e o jornalista Tereza Cruvinel também assinam o manifesto.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 24/09/2026 00:00 / atualizado em 24/09/2026 15:33
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