O ator Gracindo Jr., ator e diretor, morreu na noite desta terça-feira, no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, o ator, filho de Paulo Gracindo, esteve no mundo das artes com rádio, televisão, cinema e teatro por mais de 50 anos de sua vida. A morte ocorreu por causas naturais, e o velório será, hoje, no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. Ele deixa cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli.
Gracindo Jr. participou do primeiro elenco de telenovelas da Rede Globo, logo após o início das atividades. Artistas lamentaram sua morte nas redes sociais. "Filho do nosso eterno Paulo Gracindo e pai de uma família linda de artistas que honrou seu sobrenome com tanto talento e tanto amor. Gracindo Júnior era uma referência de excelência, sempre elegante e gentil. Meus sentimentos mais profundos a essa família tão querida que amamos e admiramos tanto", disse a atriz Beth Goulart nas redes sociais.
Zezé Motta utilizou as redes para dizer que, aos 82 anos, tem aprendido que viver é aprender a se despedir, o que não torna a ausência mais fácil. "Acho que uma das grandes lutas da vida é justamente essa: continuar caminhando enquanto aprendemos a conviver com as saudades que vamos carregando pelo caminho. Hoje, fica mais uma. Meu carinho à família, aos amigos e a todos que amavam Gracindo. Obrigada pela companhia, meu colega querido. Descanse em paz", afirmou Zezé Motta.
O ator Ary Fontoura elogiou o legado de Gracindo. "Tive o privilégio de sua amizade, generosidade e carinho e vou guardar isso para sempre. Obrigada por tudo e descanse em paz", escreveu Fontoura.
Nascido no Rio de Janeiro em 1943, Gracindo começou a trabalhar com comunicação aos 15 anos, quando fez teste para a Rádio Nacional. Por lá, foi ator, redator e disc-jóquei. A primeira peça em que atuou foi A escada, de Oswald de Andrade. Um pouco antes da TV Globo estrear, em 1965, o ator já fazia parte da emissora.
O ator integrou o primeiro elenco e participou de algumas das primeiras novelas como Rosinha do Sobrado, Padre Tião e Os ossos do barão, novela em que dividiu cenas com seu pai, Paulo Gracindo. Em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo, realizando A sucessora, de Manoel Carlos.
Na direção, produção, no teatro e na televisão, Gracindo Jr. deixa sua marca na dramaturgia brasileira, de quem dedicou uma vida à arte.
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