
Jogo da memória nasceu de uma conversa entre Sérgio Fidalgo e Solange Cianni sobre lembranças familiares. Enquanto narravam casos dos avós, eles perceberam que havia ali material para uma dramaturgia sobre memória. Emergiu então a história de um retiro de velhinhos com personagens que contam casos e narrativas nas quais as fronteiras entre passado e presente se confundem. Mas foi a história do avô do Fidalgo a responsável por disparar o que resultou em Jogo da memória, em cartaz a partir deste sábado (2/5) no Teatro Sesc Newton Rossi, em Ceilândia.
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O avô do ator e diretor era alfaiate e, para combater as dores nas costas das horas a fio à frente da máquina de costura, fazia uma aula de ginástica veiculada por rádio diariamente às 6h. "Na peça, somos personagens que vivem de memórias ou na memória de outras personagens", explica Fidalgo, que criou Seu Nonito inspirado no próprio avô.
Além de Nonito, a personagem Dona Maria ajuda a conduzir a dramaturgia, que aborda diversos aspectos do envelhecimento. "A gente quis tratar tudo com muita leveza, humor, e sem tirar a poesia e a poética sobre a questão do envelhecimento", avisa o diretor. "A peça fala sobre o etarismo, a memória, o esquecimento, fala de encontros na terceira idade, de namoros, e há perdas também", avisa o diretor.
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A peça começa com uma enfermeira responsável por administrar os medicamentos dos personagens e, de certa forma, apresentá-los. "Tudo acontece no retiro e a partir das histórias que vão surgindo. Tem uma parte da peça que é centrada na Vera, que tem uma amiga, a Diva, que mora fora, e as duas têm aqueles programas, uma leva a outra ao médico, fazem viagens, vão a bailes. Isso tudo foi construído a partir de memórias nossas. A gente pegou o lado mais pitoresco dessas histórias", diz.
Serviço
Jogo da Memória
Direção: Sérgio Fidalgo. Sábado (2/5), às 19h, e domingo (3/5), às 17h, no Teatro Newton Rossi Sesc (Ceilândia QNN 27). Entrada gratuita. Não recomendado para menores de 12 anos

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