Artes visuais

Exposição celebra 20 anos do Museu Nacional da República

Exposições e projeto de digitalização do acervo celebram os 20 anos do Museu Nacional da República 

O quadro de Anita Malfatti pertence ao Museu Nacional da República
 -  (crédito: Divulgação)
O quadro de Anita Malfatti pertence ao Museu Nacional da República - (crédito: Divulgação)

Para celebrar os 20 anos do Museu Nacional da República, duas exposições que envolvem o acervo da própria instituição abrem as portas nest sábado (20/6) e vêm acompanhadas de um projeto de digitalização de todas as obras da coleção. O ConectaMun, que tem patrocínio da Petrobras e lançamento marcado para este sábado, é uma iniciativa que propõe preservar e divulgar o acervo do museu mais visitado do Distrito Federal. 

As exposições reúnem obras selecionadas entre as 1500 que formam o acervo do museu. No mezanino, O nascimento do tempo, com curadoria de Taís Castro, idealizadora do projeto, toma emprestado o nome de uma obra de Karin Lambrecht para explorar questões da arte contemporânea. 

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Na galeria do térreo, Acervo vetor faz uma leitura centrada em algumas temáticas presentes nas obras da coleção. A curadora Renata Azambuja, responsável por essa exposição, propõe três núcleos temáticos centrados em Paisagens, Construções e desconstruções e Modos de presença. “Fiquei pensando nessa ideia do museu jovem como uma metáfora. O museu não tem uma política clara de aquisição e o acervo é muito diverso e heterogêneo. A ideia foi usar essa tendência contemporânea da curadoria de não fazer uma curadoria linear ou cronológica, mas pegando essa ideia do que é jovem e tentando transitar. Os tempos e linguagens se misturam”, avisa Renata. 

O Projeto ConectaMun foi dividido em três etapas que incluem a digitalização das 1500 obras do acervo, a utilização de recursos de acessibilidade para todas as obras e a criação de um portal web para disponibilizar para o público. “Estamos no terceiro passo, o portal está quase finalizado e estamos em processo de catalogação das obras”, avisa Arthur Gonzaga, que faz parte da produtora Vanguarda, criada por pessoas que trabalhavam nos projetos educativos da instituição. 

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“O acervo vai entrar aos poucos, porque são 1500 obras. No portal, vamos contar um pouco a história do museu, a arquitetura do Oscar Niemeyer, o fato de ser extremamente democrático, estar próximo à Rodoviária e ser gratuito”, explica. Um livro com jogo de RPG para as crianças utiliza as obras e a instituição de forma lúdica e outro livro, com versões digital e impressa, reúne imagens e informações sobre o acervo. “Essa exposição tem uma grande importância que é poder usar esse espaço, democratizar isso, as pessoas saberem que esse acervo é do museu e da população”, diz Renata. “O projeto ConectaMun se propõe a digitalizar e mostrar ao público o que tem ali dentro, porque as pessoas não sabem. E a exposição é uma vitrine para esse acervo.”

Serviço

O nascimento do tempo

Acervo vetor

Visitação até 19 de julho, diariamente, de 9h às 18h30


 

  • Obra de Omar Pellegatta faz parte do acervo e está na exposição
    Obra de Omar Pellegatta faz parte do acervo e está na exposição Foto: Divulgação
  • Pintura de Clóvis Graciano 
é uma das joias da coleção
    Pintura de Clóvis Graciano é uma das joias da coleção Foto: TAIS CASTRO
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postado em 19/06/2026 06:00
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