
Ninguém viu nasceu durante a Oficina do Afeto 2026, da Casa dos Quatro, ministrada por Rafael Salmona e Vinicius Avlis. Fruto de um trabalho de formação, a peça acompanha sete passageiros convocados para participar de um documentário que tenta reconstruir um incidente ocorrido dentro de um ônibus. "Cada um apresenta sua versão dos fatos, mas as lembranças são fragmentadas, contraditórias e insuficientes para explicar o que realmente aconteceu", explica Salmona.
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Realizada há mais de cinco anos, a oficina é uma das principais da casa, espaço de formação de atores e de fomento da produção teatral brasiliense, e é realizada a cada semestre. A ideia é sempre produzir uma peça com base em histórias e cenas que acontecem nas aulas. Neste semestre, o grupo levou para o palco reflexões sobre invisibilidade social, rotina e a forma como milhares de vidas se cruzam diariamente sem que seus protagonistas enxerguem uns aos outros. "Misturando humor, suspense, poesia e elementos do teatro documental, o espetáculo utiliza o transporte público como metáfora de um espaço de passagem, onde milhares de histórias se cruzam todos os dias", explica Salmona. "Ao longo da investigação, os personagens percebem que estavam tão ocupados com suas próprias dores, preocupações e urgências que deixaram de perceber aquilo que era mais importante."
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Serviço
Ninguém viu
Com Bel Alves, Carolina Araújo, Jef Viegas, Júpiter Rodrigues, Karla Linck, Pedro Ribeiro e Suelen Freitas. Nesta sexta-feira (17/7), sábado (18/7) e domingo (19/7), às 20h, no Espaço Multicultural Casa dos Quatro (SCLRN 708, Bloco F, Loja 1). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia), no Sympla

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