Tom Jobim e Vinicius de Moraes ajudaram a criar uma das linguagens mais reconhecidas da música brasileira. Décadas depois, as canções da dupla continuam sendo revisitadas por artistas de diferentes gerações. Em Brasília, essa memória ganha novos arranjos na temporada Tom e Vinicius, que ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o Clube do Choro e o Eixão Norte entre 12 de agosto e 11 de outubro.
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"A música de Tom e Vinicius faz parte da memória afetiva dos brasileiros. O que o projeto propõe é um reencontro com esse repertório a partir das suas origens, mostrando como o choro ajudou a construir essa linguagem musical e como essas canções continuam emocionando e inspirando novas gerações de artistas e de público. Mais do que celebrar dois grandes compositores, queremos criar uma experiência de escuta, descoberta e valorização da nossa música", afirma Henrique Neto, diretor musical e idealizador do projeto.
A abertura no CCBB, em 16 de agosto, reúne o multi-instrumentista Dudu Oliveira e a cantora brasiliense Bell Lins. Para Dudu, a relação dos símbolos da Bossa Nova com o choro está presente nos próprios arranjos. Entre as escolhas do músico está Garoto, composição de Tom Jobim que também ficou conhecida pelo subtítulo Choro. "O choro é o principal gênero musical no Brasil que formou outros gêneros, então a presença é constante. E ouvir bossa nova tocada por instrumentos típicos do choro é lindo demais", explica.
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Já Bell Lins chega ao projeto como representante de uma nova geração de artistas brasilienses. No palco, ela pretende explorar justamente a possibilidade de olhar para esse repertório a partir de outra perspectiva. "Quando trazemos o choro como ponto focal, a gente enriquece mais uma vez uma obra", avalia. Segundo ela, o público poderá experimentar uma espécie de viagem no tempo, ouvindo as canções com uma sonoridade próxima de suas raízes.
Entre as músicas que mais marcaram a cantora está Wave. A composição de Tom Jobim, inclusive, serviu de inspiração para seu trabalho autoral mais recente, Filme de Amor, que estabelece uma relação melódica e poética com a canção.
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Ao longo da programação, o projeto ainda recebe nomes como Alfredo Del-Penho, Isabela Taviani, Andresa Sousa, João Ventura, Ayrton Montarroyos, Theo Bial, Márcia Tauil, Juliane Gamboa, Joana Duah e Léo Gandelman, cada um apresentando interpretações próprias para clássicos como Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Corcovado, Insensatez e Eu Sei que Vou Te Amar. O Regional Choro Livre acompanha os artistas convidados, ao lado do Trio de Sopros Vento e Verso e percussão.
*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco
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